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4 de julio de 2017

Quem tem autoridade sobre os filhos: os pais ou os juízes?

Agência Boa Imprensa – ABIM

Quem tem autoridade sobre os filhos: os pais ou os juízes?

Plinio Maria Solimeo
Eutanasia

O terrível precedente de Charlie Gard

Anos atrás pareceria inconcebível perguntar a quem incumbe a autoridade sobre os filhos, se aos pais ou aos juízes.
Hoje, por absurdo que pareça, os magistrados se arrogam o direito de decidir o futuro das crianças, a despeito da opinião dos próprios pais. É o que está ocorrendo num dramático caso que se tornou internacional, fruto da socialização da medicina guiada por um “humanismo racionalista e utilitarista, desprovido de valores absolutos, ou seja, [de um] relativismo moral e niilismo”, como diz um comentarista moderno.(1)
EutanasiaTrata-se do caso de Charlie Gard [foto ao lado], um bebê britânico de dez meses, portador de uma enfermidade muito rara — a Síndrome de Esgotamento Mitocondrial. Apenas outros 16 meninos em todo o mundo sofrem dessa síndrome, que leva os músculos, pulmões e outros órgãos a ficarem sem energia, podendo ser letal. Por isso o pequenino Charlie está conectado a um ventilador artificial no hospital Great Ormond Street, em Londres, acompanhado por seus pais, Christopher e Connie [foto acima], que com os donativos oriundos de todo o mundo obtiveram o suficiente para levar o filho aos Estados Unidos, onde um hospital se prontificou a tentar um tratamento que, com a ajuda de Deus, poderá dar resultado.
No entanto, os pais não podem tomar esse caminho e seguir o exemplo da Sagrada Família, que para salvar o Menino Jesus da sanha sanguinária de Herodes partiu rumo ao Egito. Pois Charlie está impedido de sair do hospital. Praticamente sequestrado, acompanham-no, além dos pais, uma medalha de Jesus e uma oração ao Anjo da Guarda.

Vãos recursos à Corte Suprema e ao Tribunal de Estrasburgo

EutanasiaApós recurso ao Tribunal de Apelações do Reino Unido, os pais do Charlie recorreram à Corte Suprema. Ambos lhes negaram o direito de trasladar Charlie aos Estados Unidos, ou até mesmo de levá-lo para morrer em casa. Pelo contrário, autorizaram os médicos a desconectarem o bebê, alegando que o tratamento nos EUA seria inútil. E hipocritamente, “com o maior dos pesares”, asseguraram “estar fazendo o melhor para o bebê”,cujo “superior interesse deve prevalecer” — o de fazê-lo “morrer sem dor”.
Contestando o parecer dos médicos e do juiz, Christopher afirma: “Estamos convencidos de que Charlie não sente dor. Quando percebe nossa presença, procura abrir os olhos como pode, pelo que não cremos que esteja cego. Conhecendo nosso filho, não cremos que Charlie tenha dano cerebral estrutural, como dizem os médicos. Se pensássemos que não há nenhuma esperança, não lutaríamos por ele. Mas se há a menor possibilidade de que um tratamento funcione, e o doutor nos Estados Unidos assim no-lo disse, que pai não o tentaria?” — argumenta, com muita lógica.
Diante dessa ditadura judicial, o que mais poderiam fazer os pais aflitos? Resolveram, como última tentativa, apelar para o Tribunal de Direitos Humanos de Estrasburgo. Os sete juízes encarregados de decidir sobre o caso obrigaram o hospital londrino a manter viva a criança, concedendo-lhe todos os cuidados possíveis, até tomarem a decisão final.

Precedentes que levam à esperança

EutanasiaHavia, pois, esperanças de que esse Tribunal desse um parecer favorável ao direito dos pais de decidirem o que fazer com o filho. Contudo, padecendo do pragmatismo e do ateísmo que avassalam o mundo de hoje, seus magistrados deram absurdamente razão aos juízes e médicos londrinos, ou seja, que era melhor para o menino desconectar os aparelhos que lhe permitem respirar, para deixá-lo “morrer com dignidade”.
Os juízes haviam estabelecido 30 de junho como o dia fatal para o desligamento dos aparelhos. Mas foi tão grande a indignação suscitada em todo o mundo pela iníqua decisão, que eles adiaram a data, mas não cancelaram a pena.
Ateus, esses magistrados nem levaram em conta a existência de pelo menos dois precedentes em tal caso: o de uma menina e de um menino italianos desenganados pelos médicos, e que não obstante estão hoje com quatro e nove anos de idade, respectivamente. A mãe do menino disse que “o princípio que deve guiar o ser humano é proteger e defender a vida deste menino, seja por poucas horas, seja por oitenta anos”.
National Catholic Register comenta que uma das consequências do caso Charlie serão suas metástases, podendo ser aplicado depois até nos casos de doenças com melhores diagnósticos e mais comuns.(2)

 “JeSuisCharlieGard”

O que está acontecendo é tão absurdo, que está levantando a indignação em quase todo o mundo. Uma delas conseguiu até agora enviar 183.602 assinaturas ao hospital londrino, pedindo que este libere o menino e o entregue a seus pais. Já surgiu outra iniciativa que tem como lema JeSuisCharlieGard, reunindo pessoas de vários países.
Um grupo de pais romanos enviou uma carta ao Papa Francisco, pedindo-lhe que ajudasse o menino inglês intercedendo por ele junto aos órgãos competentes.(3) O Papa havia se referido ao caso de uma maneira indireta, sem citar o menino. Mas, segundo diz em seu blog Il Straniero o jornalista Antonio Socci, “ocorreram espontaneamente uma centena de vigília de orações e, sobretudo, muitos e muitos católicos de todas as partes tomaram de assalto a central telefônica da Secretaria de Estado Vaticana e de Santa Marta, para pedir uma intervenção urgente do Papa Bergolio”. De onde esta notícia: “O Santo Padre – afirma o porta-voz do Vaticano Greg Burke — segue com afeição e emoção a história de Charlie Gard, e expressa sua proximidade com os pais. Ele reza por eles, desejando que o desejo deles de acompanhar com cuidado o próprio filho até o fim seja respeitado”.(4)
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou em um tweet“Se pudermos ajudar o pequeno Charlie Gard como os nossos amigos do Reino Unido e o Papa, nos alegraremos em fazê-lo”.(5)
O cardeal Elio Sgreccia, ex-presidente da Academia Pontifícia para a Vida e um dos maiores peritos mundiais em Bioética, publicou no blog Il donno della vitta dez pontos, nos quais comenta com muita vivacidade e erudição a sentença e os argumentos dados pelos juízes justificando a morte de Charlie Gard.(6)
Não podendo deixar de se manifestar, o Presidente da Pontifícia Academia pela Vida, Dom Vicente Paglia, fez um inócuo comentário, que desapontou os que esperavam dele um categórico pronunciamento a favor da família e da vida.

Algumas repercussões sobre o clamoroso caso

Javier Lozano, jornalista do site católico Religionenlibertad, pergunta com muita indignação: “O Estado está acima dos pais? Podem alguns médicos decidir deixar uma criança morrer apesar da oposição de seus progenitores? Podem alguns juízes retirar, de fato, o pátrio poder de alguns pais que querem salvar seu filho e, para isso, trasladá-lo aos Estados Unidos para receber um tratamento experimental? Pode o juiz dizer que desconectar o bebê é deixá-lo ‘morrer com dignidade’, passando por cima da opinião dos que trouxeram o pequeno ao mundo?”(7)
O jornalista Elton Chicolina, por sua vez, argumenta com toda propriedade no site Aleteia: “Se uma família quer tentar um último recurso em prol da vida de um filho, por sua própria conta, por mais que as chances de sucesso sejam praticamente nulas, o Estado tem a prerrogativa de proibi-la? O Estado tem autoridade legítima para obrigar um pai e uma mãe a desligarem os aparelhos que mantêm o seu bebê vivo, quando ainda resta uma tênue e remota chance de tratamento? [...] É este o Estado que desejamos? Se for, devemos estar cientes de que se trata de um Estado que permite ao arbítrio de um grupo de magistrados sentenciar de maneira absolutista contra o direito natural de um pai e de uma mãe a manterem o próprio filho vivo até que ele faleça pelo esgotamento de todos os recursos lícitos disponíveis — recursos, aliás, que, no caso de Charlie, seriam bancados pelos próprios pais e pelas doações de milhares de voluntários, e não pelo Estado”.(8)
Aleteia vai mais longe: Que grau de monstruosidade é necessário, consciente ou já subconscientemente, para sentenciar um bebê à morte e se dirigir com tamanha hipocrisia aos pais da sua vítima indefesa? Uma vítima que ainda tem uma chance a seu alcance!” (9)
Em seu blog, Rodrigo Constantino conclui: “[Como diz Walsh,] esse é o resultado da medicina socializada, de quando os pais têm seus direitos subordinados ao Estado, e de quando a vida humana não é mais sagrada. Talvez a vida das baleias ou das tartarugas desperte mais comoção hoje do que a vida de bebezinhos com doenças terminais, pois é proibido ‘sofrer’. De fetos no ventre, então, nem se fala! Esses podem ser simplesmente eliminados como se fossem parasitas, e os ‘direitos’ das mulheres atropelam qualquer direito à vida do bebê. É como se ela fosse cortar a unha ou o cabelo, e ponto final.
EutanasiaEntretanto, uma voz categórica se elevou no setor eclesiástico. Foi o pronunciamento do conhecido cardeal Carlo Caffarra [foto], um dos quatro assinantes dos dubia dirigidos ao Papa Francisco. Em entrevista concedida ao Il Giornale, ele disse: “Chegamos aos limites da cultura da morte. São as instituições públicas, os tribunais, que decidem se uma criança tem ou não o direito de viver. Inclusive contra a vontade de seus pais! Chegamos ao fundo da barbárie”. E acrescentou: “Somos, por acaso, filhos das instituições, ou lhes devemos a vida? Pobre Ocidente! Rechaçou a Deus e sua paternidade, e se encontra entregue à burocracia! O anjo de Charlie vê sempre o rosto do Pai. Detende-vos, em nome de Deus. De outra forma vos digo com Jesus: ‘Seria melhor que vos atásseis ao pescoço uma roda de moinho, e vos lançásseis ao fundo do mar (Mc 9, 42).”(10)
Enquanto escrevemos o presente artigo, surpreendeu-nos a boa notícia de que teria surtido efeito o vídeo difundido na quinta-feira pelos pais de Charlie, denunciando a pressa do hospital em acabar com a vida de seu filho e não deixando sequer levá-lo para morrer em casa. Connie Yates, a mãe da criança, anunciou no Facebook uma prorrogação para sua vida(11). Esperemos que, com a pressão mundial, esse caso tenha um feliz desenlace, para alegria de todos.
Quão terríveis são os tempos em que vivemos, com a morte da fé e a consequente queda da moralidade! Que Deus tenha piedade deste mundo pecador e neopagão!

____________

Notas:
  1. http://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/corte-na-europa-decide-matar-bebe-doente-apesar-de-luta-dos-pais/?utm_medium=feed&utm_source=feedpress.me&utm_campaign=Feed%3A+rconstantino
  2.  http://www.ncregister.com/blog/matthew-archbold/when-the-right-to-die-becomes-a-death-sentence
  3. ES.NEWS
  4. http://www.ncregister.com/daily-news/pope-francis-supports-charlie-gard-and-his-parents
  5. CitzenGo, in https://mail.google.com/mail/u/0/h/16jec7g95dte6/?&th=15d09949bb50d7da&v=c
  6. http://www.religionenlibertad.com/puntos-que-echan-abajo-los-argumentos-sentencia-que-57834.htm
  7. http://www.religionenlibertad.com/los-jueces-dictan-que-bebe-muera-impiden-los-57496.htm
  8. https://pt.aleteia.org/2017/06/30/caso-do-bebe-charlie-as-duas-questoes-que-precisam-ser-esclarecidas/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt
  9. https://pt.aleteia.org/2017/06/30/luto-indignacao-horror-o-bebe-charlie-sera-assassinado-hoje-pela-justica-europeia/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt
  10. http://www.religionenlibertad.com/los-padres-charlie-gard-consiguen-una-prorroga-hay-tuit-57787.htm
  11. http://www.religionenlibertad.com/los-padres-charlie-gard-consiguen-una-prorroga-hay-tuit-57787.htm

11 de marzo de 2016

123.275 mujeres denunciaron en 2015 ser víctimas de violencia machista

123.275 mujeres denunciaron en 2015 ser víctimas de violencia machista

Los datos anuales del Poder Judicial revelan un aumento de las denuncias, las órdenes de protección y las condenas a maltratadores










Una adolescente con su móvil, uno de los medios por la que sufren acoso las mujeres.

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123.725 mujeres denunciaron el año pasado ser víctimas de violencia de género. Algunas denunciaron más de una vez, lo que eleva a 129.123 el número de denuncias que llegaron a los juzgados, una media de 353 denuncias al día, según los datos extraídos del informe anual de 2015 del Observatorio contra la Violencia Doméstica y de Género del Consejo General del Poder Judicial (CGPJ), publicado este viernes.


Los datos confirman el discreto pero constante aumento en el número de denuncias por violencia de género que ya se reflejaba en los últimos informes trimestrales del Observatorio. En el saldo anual, las denuncias se han incrementado un 1,9% respecto a 2014, cuando la media de denuncias diarias fue de 347. Los datos confirman también un aumento en el número de condenas a maltratadores impuestas por los jueces y en el de órdenes de protección concedidas.
La presidenta del Observatorio, Ángeles Carmona, saca una lectura “positiva” de estos datos. “El incremento de denuncias y de solicitudes de órdenes de protección evidencia que la mujer víctima ya no se resigna al silencio de otras épocas y que decide poner los hechos en conocimiento de las instituciones del Estado”, afirma Carmona. “El aumento también de las condenas a los maltratadores, de las órdenes de protección otorgadas y, muy especialmente, de las medidas civiles de protección a los menores, creo que habla bien a las claras de unas acertadas reformas legales y de una mayor implicación y formación del personal judicial”, sostiene Carmona, que admite que, con todo, “falta mucho camino por recorrer”. “Echo de menos una mayor implicación de familiares y amigos a la hora de denunciar casos de violencia machista. Y me preocupa el repunte, aunque sea ligero, de los menores enjuiciados por violencia de género”, afirma.
Según los datos del CGPJ, 162 menores de edad fueron juzgados el año pasado por delitos de violencia contra la mujer. Son 31 menores más que el año anterior (131). En el 90,1% de los casos juzgados, los jueces impusieron medidas a los acusados.
En las más de 129.000 denuncias presentadas, casi un 70% de las víctimas (86.464) eran mujeres españolas. El 68,8% de las denuncias fueron presentadas por las propias afectadas, mientras que un 15,5% se derivó de la intervención directa de la policía y un 11,3%, a partir de un parte médico de lesiones. Solo en el 2,4% de los casos las denuncias fueron presentadas por familiares, un porcentaje muy similar (2%) al de los casos que llegaron a los juzgados gracias a la intervención de los servicios asistenciales.
Las Comunidades con una mayor tasa de víctimas de violencia de género son Baleares, con 82,5 víctimas por cada 10.000 mujeres; Canarias, con 71,1; Murcia con 66,3, Comunidad Valenciana; con 64,5; y Andalucía con 61,5, según figuran en las denuncias presentadas en los órganos judiciales. Galicia, con una tasa del 35,4, y Castilla y León y Navarra, con tasas en torno al 36,3, son las autonomías con una menor tasa de mujeres víctimas de violencia de género.
Alrededor de un 12% de las víctimas que llegan a los juzgados acaba acogiéndose a la dispensa de la obligación legal de declarar, un derecho que, según los expertos, genera casi siempre un efecto no deseado porque la víctima puede verse presionada por su familia o el agresor para que no declare en su contra. Como en muchas ocasiones su testimonio es la única prueba del delito, los juzgados no pueden seguir adelante con la denuncia. En 2015, fueron 15.321 las víctimas de violencia que se acogieron a este derecho. En 2014 ocurrió en 15.721 casos, un 12,4% del número total de las denuncias que se presentaron aquel año.

Órdenes de protección

El pasado año se dictaron 24.679 órdenes de protección de las 41.757 que se solicitaron, lo que representa un 59,1%, algo más de un punto de incremento sobre el año anterior. Del total de órdenes de protección solicitadas en 2015, 36.292 fueron presentadas en los juzgados de violencia sobre la mujer, lo que supuso un 9% de incremento sobre las solicitadas en 2014, que fueron 33.167. Se acordaron 20.827, un 57% de las solicitadas, exactamente la misma proporción que el año anterior. En los juzgados de guardia se solicitaron 5.465 órdenes de protección, de las que se acordaron 3.852, un 70%.
En un 54% de los casos la relación de pareja (cónyuge o relación afectiva) se mantenía en el momento de la solicitud de la orden. Un 2% de las mujeres víctimas que solicitaron orden de protección fueron mujeres menores de edad. Además, derivadas de las órdenes de protección y medidas cautelares se adoptaron 57.366 medidas penales, entre las que destacan la orden de alejamiento (acordada en el 76,1% de los casos), la prohibición de comunicación (adoptada en un 75,8%), la suspensión de la tenencia y uso de armas (acordada en el 14,4%) y la prohibición de volver al lugar en que se cometió la agresión (fijada en el 8,7% de los hechos).
También se dictaron 15.037 medidas civiles cautelares mientras se resolvía el proceso penal. Dentro de estas, subieron significativamente durante 2015 las medidas de protección a los menores, relativas a la suspensión del régimen de visitas del padre agresor (728 medidas frente a las 565 del año anterior), a la suspensión de la patria potestad (adoptada en 84 casos frente a los 56 de 2014) y a la suspensión de la guarda y custodia (acordada en 1.223 procesos frente a 1.078 del año anterior).
Durante 2015, los órganos judiciales españoles dictaron un total de 46.075 sentencias penales en el ámbito de la violencia de género, de las que el 62,7% (28.870) fueron condenatorias, lo que supone un incremento de un 1,5% respecto a las condenas de 2014. El mayor porcentaje de sentencias condenatorias se produjo en los juzgados de violencia sobre la mujer, con un 77,2%, seguido por las Audiencias Provinciales, con un 76%. Un 52,3% de las sentencias dictadas por los juzgados de lo penal también fueron condenatorias.

3 de marzo de 2016

Odín, Alá y el violento futuro de Europa

 
Diario de Información y Análisis de Intereconomía

PATRULLARÁN LAS CALLES 'PARA EVITAR EL MAL'

Odín, Alá y el violento futuro de Europa

Los musulmanes nórdicos han respondido a la creación del 'somatén' de los Soldados de Odín creando los Soldados de Alá. Pero sus previsibles choques pueden quedar en una broma frente al conflictivo futuro.

Carlos Esteban
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Parecen los bandos de un videjuego bélico futurista: los Soldados de Alá contra los Soldados de Odín, una fantasía a lo Mad Max para adolescentes hiperactivos y ociosos. Desgraciadamente, es solo una parte de la pesadilla que se está preparando la Unión Europea y las élites mundialistas en una política de acogida de inmigrantes musulmanes que, como en una broma macabra, los medios se obstinan en calificar de mezquina.

Los Soldados de Alá han nacido, al parecer, como respuesta directa a los Soldados de Odín, un misterioso grupo de vigilantes surgidos el año pasado en Finlandia que patrullan las calles con sus cazadoras negras marcadas con un símbolo vikingo para impedir desmanes de la población inmigrante. El nuevo 'ejército' se ha dado a conocer con un comunicado al diario noruego Verdens Gang, y anuncian que iniciarán su actividad precisamente en Oslo.

"En respuesta a las patrullas de infieles de los Soldados de Odín, los musulmanes hemos decidido crear un grupo que patrullará las calles, primero en Oslo, para evitar el mal y animar al bien", reza el comunicado. Dado que sus contrarios del dios tuerto tienen idéntico objetivo, creo que cuando las patrullas de uno y otro grupo se encuentren podremos comprobar que sus nociones de "bien" y "mal" difieren apreciablemente.

Los Soldados de Alá vestirán sudaderas negras con capucha adornads con la bandera del ISIS, dando una clara señal del mal que quieren evitar y el bien que pretenden fomentar.

A Occidente en general y a la UE muy en particular le espera un futuro inmediato interesante, en el sentido de la maldición china, y la acogida masiva y rápida de millones de recién llegados del Tercer Mundo augura un aumento de la conflictividad y la violencia, por más que los medios traten de ocultarla o, aún peor, pretender que solo se ejerce de una parte.

Para empezar, los grupos extremistas están haciendo su agosto. No es que la actitud de los 'refugiados' en ocasiones se lo ponga muy difícil, como comprobaron en Nochevieja varias ciudades de Europa, o que la pasividad de las autoridades, siempre presta a ningunear, minimizar o ignorar sus desmanes dé esperanzas de que los problemas puedan dejarse en sus manos. Las imágenes de este lunes de los refugiados usando un ariete para echar abajo la valla fronteriza en Macedonia en la cara misma de los guardias no son muy tranquilizadoras y difícilmente compatibles con la impresión de pacíficos e inofensivos solicitantes de asilo que transmiten los medios que, de hecho, han preferido publicar la foto de la respuesta de los guardias. No es extraño que las encuestas coincidan en que el número de alemanes que creen que deberían cerrarse las fronteras aumenta por días.

La llegada en un espacio de tiempo tan corto de un número tan alto de recién llegados procedentes de una cultura distinta, distante y hostil a la nuestra sería ya, en fin, una pesadilla desde el punto de vista de la seguridad incluso sin nada más. Pero, claro, hay algo más, algo de lo que ha advertido el propio Parlamento Europeo en un informe hecho público el pasado diciembre, con advertencias tan aterradoras como esta: "La Unión Europea y sus Estados Miembros deben prepararse para la posibilidad de un ataque químico o biológico en su territorio por parte del autodenominado Estado Islámico de Irak y Levante (Daesh)". ¿No es maravillosa la diversidad?

Que los yijadistas en general y el ISIS en particular aprovecharían el caos causado por la entrada masiva de 'refugiados' es de cajón, y quedó sobradamente demostrado con los ataques de París. Y aquí no estamos ya hablando de bandas callejeras, de Alá o de Odín.

En un artículo publicado en Epoch Times, el ex director del Frankfurter Allgemeine Zeitung Udo Ulfkotte asegura: "Recientemente he estado en la zona fronteriza de Passau/Deggendorf y luego entre Graz y Spielfeld en Austria, cerca de la frontera con Eslovenia. En ambos cruces fronterizos se producían entradas de armamento en dirección a Alemania y de niños destinados a su explotación sexual. No, no es algo que afirmen teóricos de la conspiración, sino oficiales de la seguridad del Estado presentes en el lugar".

17 de febrero de 2016

Un vicario general carga contra “las mentiras de la ideología de género”

Un vicario general carga contra “las mentiras de la ideología de género”

Un religioso equipara a los hombres que son "víctimas" de estas medidas con el terrorismo

El vicario general moderador de Curia en Granada, Francisco Espigares, ha cargado contra "las mentiras de la ideología de género" y ha comparado a los hombres que son "víctimas" de las políticas adoptadas tras la aprobación de la Ley de Violencia de Género con las víctimas de la guerra, el terrorismo y la corrupción.

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El religioso intervino el pasado domingo en el pregón oficial de la Semana Santa de la ciudad andaluza, donde equiparó el hambre, las drogas, el aborto, la destrucción de la familia y los fracasos sentimentales con "las mentiras de la ideología de género", según un audio recogido por la Cadena SER. El Arzobispado de Granada ha protagonizado diferentes escándalos en los últimos años, sobre todo por las declaraciones de su arzobispo, Francisco Javier Martínez.

Espigares destacó el papel de las cofradías como un lugar de acogida para hombres con problemas de todo tipo. "Son heridos por la guerra, por el terrorismo, por el hambre o la falta de perspectiva, por los fracasos sentimentales, por la destrucción de la familia, por las adicciones al alcohol, al sexo, a las nuevas tecnologías o las drogas".

El Instituto Andaluz de la Mujer ha rechazado las declaraciones del vicario. Su directora en Granada, Ana Belén Palomares, estudia ahora las palabras de Espigares. Palomares ha matizado que si las declaraciones se refieren a los casos de denuncias falsas de mujeres por violencia machista, los datos oficiales de la justicia revelan que son insignificantes. "Estas declaraciones hacen un daño terrible a todas las mujeres víctimas de la violencia de género y a todo el trabajo que se hace desde esta ideología de género, que solo busca que la sociedad sea más justa", afirma la directora.

23 de noviembre de 2015

Los abusos a menores copan el 20% de las causas penales del Supremo

Los abusos a menores copan el 20% de las causas penales del Supremo

Los agresores suelen estar en el entorno familiar del niño, que tarda años en denunciar

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Escenificación de una menor que sufre abusos
Escenificación de una menor que sufre abusos. / EXTRA ROOS KOOLE
Alrededor del 20% de todos los asuntos que ve la Sala de lo Penal del Tribunal Supremo son casos de abusos sexuales, en su inmensa mayoría sufridos por menores. En octubre, la sala emitió 93 sentencias, de las que 16 (un 17%) resolvían recursos de casación contra fallos dictados por abusos a niños y adolescentes. A lo largo del mes de noviembre, el tribunal tiene señaladas otras 25 vistas. Aunque hasta ahora no se habían hecho estadísticas sobre estos casos, los expertos alertan de la llamativa incidencia de estos delitos en niños y, sobre todo, en niñas, que en muchas ocasiones no se atreven a denunciar hasta llegar a la mayoría de edad.
Las últimas sentencias dictadas por la Sala de lo Penal dibujan una desgarradora radiografía de las situaciones que viven muchos menores, en la mayoría de los casos dentro de su propia familia o en su entorno más cercano. Padres que aprovechan las noches o el momento del baño para abusar de sus hijas, padrastros siempre dispuestos a cuidar de la hija de su pareja mientras esta está en el trabajo y que acaban convirtiendo los abusos en una infernal rutina o tíos o amigos de la familia que convencen a la niña de que todo es un "juego" que no debe contar. Los pisos compartidos por familias extensas víctimas de la crisis son también un escenario coincidente para estos abusos en varias de las sentencias dictadas en los últimos meses por el tribunal.

La edad media de inicio:11 años

La edad media en la que suelen comenzar los abusos sexuales sufridos por menores son los 11 años. Cuando el condenado es extranjero a menudo esgrime en su defensa ante el tribunal el factor cultural. Intenta convencer a los jueces de que en su país las niñas comienzan muy pronto a mantener relaciones sexuales y que son consentidas. En España, la última reforma del Código Penal, de pasado marzo, elevó de los 13 a los 16 años la edad mínima del menor para que se entienda que la relación es consentida.
Las sentencias revelan que la mayoría de los menores soportan los abusos durante años y, si nadie de su entorno los descubre, pueden no contarlos hasta mucho después. Cuando el autor de los delitos es un familiar, a menudo amenaza a la víctima para que no hable ("si lo cuentas, la familia se romperá") o le soborna con regalos. Como los cinco euros de recarga para el móvil que le daba a su sobrina de 12 años cada vez que abusaba de ella un hombre condenado en octubre por la Sala de lo Penal. También le regaló un perro, “y cuando la niña le dijo que no aguantaba más esos juegos le amenazó con quitarle el animal”, explican los jueces. La pequeña un día no pudo más y llamó a su hermana, cuatro años mayor y que había dejado hace meses la casa familiar para ir a la Universidad. Cuando la niña le contó lo que le ocurría, su hermana le confesó que ella había sufrido lo mismo durante seis años. Las dos se habían criado con su abusador desde que fallecieron sus padres, pero la mayor nunca se atrevió a contar lo que ocurría.
"Muchos niños no hablan porque sienten vergüenza, creen que tienen culpa de lo que ha pasado", advierte Margarita García Marqués, psicóloga clínica de la Asociación para la Sanación y la Prevención de los Abusos Sexuales en la Infancia (Aspasi). A finales de octubre, el Supremo confirmó la condena de 13 años y seis meses de prisión por delito continuado de agresión sexual de un padre sobre su hija desde que la niña tenía 13 años. Le denunció con 21. La sentencia relata cómo por las noches el padre bajaba las escaleras de la casa y aprovechando que el resto de la familia dormía se metía en el dormitorio de la chica, que estaba en un semisótano.
Aunque cada vez se denuncian más estas situaciones, García apunta que son muchos los casos que se quedan ocultos. "Hay adultos que llegan a saber que un familiar cercano está abusando de un menor de la familia y no lo cuentan porque no quieren que su padre, su hijo o su hermano acaben en la cárcel", advierte la psicóloga. A su asociación llaman adultos que han descubierto una situación de abusos en su entorno, pero algunos se quedan en una primera y única llamada para pedir consejo y nunca llegan a poner el caso en concreto en conocimiento de Aspasi para evitar identificar y denunciar al autor.
Los jueces en sus sentencias dan también cuenta de las secuelas que sufren los menores. Estas dependen, sobre todo, de la edad y el tipo de abusos. En las víctimas de más edad o que han sufrido abusos con violencia, las secuelas suelen incluir un complejo cuadro que abarca desde angustias e insomnio crónico a agresividad e incluso automutilaciones. En el caso de las dos hermanas abusadas durante años por su tío y tutor, el tribunal detalla situaciones de ansiedad, miedo a salir solas a la calle, pánico a los hombres, pesadillas, depresión, confusión entre sexualidad y afectividad o tendencia a evitar en la medida de lo posible el contacto físico.
Cuando los abusos se han planteado como un juego, sobre todo en niños pequeños, la víctima a veces llega a normalizar esa situación. “El menor puede sexualizarse y buscar esa conducta con otros adultos. Esos niños son carne de cañón para otros abusadores”, advierte la psicóloga, en cuya asociación (www.aspasi.org) imparten talleres en los colegios para enseñar a los niños a detectar una situación de abusos. En más de una ocasión, cuenta la psicóloga, tras uno de estos talleres, un menor ha levantado la mano y ha advertido: "Eso me ha pasado a mí".

10 de septiembre de 2015

Más del 80% de los adolescentes españoles afirma conocer algún acto de violencia entre géneros en parejas de su edad

Más del 80% de los adolescentes españoles afirma conocer algún acto de violencia entre géneros en parejas de su edad

ABC -Día 10/09/2015 - 15.56h

Un estudio de la Fundación de Ayuda contra la Drogadicción (FAD) revela que el comportamiento agresivo se da más entre los hombres

FOTOLIA
La violencia de género se extiende entre la población menor. Más del 80% de los adolescentes y jóvenes españoles de 14 a 19 años afirmaconocer o haber conocido algún acto de violencia de género en parejas de su edad. De hecho, son capaces de identificar una media de cinco actos por persona de violencia ejercida por chicos y una media de 3,7 de violencia ejercida por chicas.
Por tanto, las relaciones de pareja de adolescentes y jóvenes españoles se articulan alrededor de mecanismos de posesividad y de control basado en el ideal de la exclusividad, lo cual da lugar a un comportamiento potencialmente agresivo por ambas partes, aunque más frecuente y más grave por parte del varón.
Esta es una de las principales conclusiones extraídas del estudio«¿Fuertes como papá? ¿Sensibles como mamá? Identidades de género en la adolescencia», elaborado por el Centro Reina Sofía sobre Adolescencia y Juventud, un centro privado creado por laFundación de Ayuda contra la Drogadicción (FAD) gracias al apoyo de Banco Santander y Telefónica. La investigación ha sido presentada por el director general y el director técnico del Centro Reina Sofía sobre Adolescencia y Juventud y de la FAD, Ignacio Calderón y Eusebio Megías.
Este estudio explora un aspecto de la realidad que «es equivalente al progreso de la sociedad» según Ignacio Calderón. Calderón además señala que «el estudio del género es de gran importancia porque permite ver la visión del mundo que tiene un sector de la población, en este caso los jóvenes de entre 14 y 19 años».

Identidad, atributos y capacidades

La impronta cultural es —tal y como apunta Eusebio Megías— el factor que refuerza «las diferencias a la hora de atribuir capacidades a chicos y chicas, que se hace en función de las identidades y roles de género». Para descubrir cómo es el mundo que los jóvenes perbicen como propio la investigación ha encuestado a 2.514 chicos y chicas, escolarizados, de 14 a 19 años.
Entre los resultados hay que destacar que existe una posición unánime a la hora de aceptar —y nombrar— estereotipos que diferencian a chicos y a chicas. En conjunto, las respuestas atribuyen a las chicas calificativos como «sensibles, tiernas, responsables, trabajadoras y preocupadas por la imagen». Por el contrario, a los chicos se les define como «dinámicos, activos, autónomos, emprendedores, posesivos y superficiales».
Esto hace que el discurso alrededor del género se construya bajo la idea de que masculinidad y feminidad son opuestos. Lo masculino se relaciona con la fuerza, la destreza física y a la «simpleza emocional». Lo femenino, por su parte, es sinónimo de emocional, responsable, frágil. Además de las diferencias entre identidades surge un fenómeno de negativización en torno a lo femenino, y es que los atributos positivos de una mujer se convierten en negativos. La resposabilidad se convierte en la carga de tareas, y la maternidad —que tradicionalmente es motivo de orgullo— se traduce en desventajas sociales.

Amistad y relaciones

En relación a los estereotipos sobre la amistad los encuestados reconocen que con las chicas es más fácil compartir aspectos afectivos y emocionales, y con los chicos todo aquello que esajeno a la intimidad personal (estudio, trabajo, pretensiones de futuro...). Aunque sí coinciden al rechazar la idea de que entre chicos y chicas no puede existir una amistad.
En las relaciones sentimentales se mantienen los ideales tradicionales. Se basan en la idea del poder sobre el otro e incluso el 59,4% de los encuestados están bastante de acuerdo con que «el chico debe proteger a su chica». Esto se traslada a los tópicos en las relaciones sexuales, en las que ambos sexos coinciden en la idea de que la fidelidad es importante, pero reconocen diferencias a la hora de la disposición a mantener relaciones —ellas (38,8%) apuntan que los chicos tienen más necesidad de sexo—. No es de extrañar que, a raíz de esto, un 66% de los chicos encuestados reconozca la elevada importancia de las relaciones sexuales en pareja frente al 45% de las chicas.
Por último, otro tópico —y disyuntiva— que encuentran las chicas es el que apunta que necesitan de conexión emocional para mantener una relación sexual lo que causa la confrontación del tópico de «chica fácil» o «chica dura».

Desigualdad, violencia y futuro

Al preguntar a los encuestados por su entorno, solo el 12% afirma que no conoce ningún acto de violencia de un chico a una chica, frente a un16,5% que afirma no conocerlos de una chica a un chico. Estos actos de violencia, por ejemplo, son mirar el móvil de la pareja —un 62,9% de las chicas lo hace—, pegar a la pareja —un 28% de chicos lo hace—, difundir material como SMS o imágenes sin permiso —un 32,7% de chicos lo hace— o controlar todo lo que hace —un 45,3% de las chicas y un 47,6% de los chicos lo hacen—. Estas cifras desvelan que aunque la violencia entre géneros es habitual, la ejercida por los chicos es más frecuente y más grave.
De cara al futuro, los jóvenes también presentan diferencias en sus expectativas. Las chicas apuntan la necesidad de tener ingresos propios (60%), tener familia propia con hijos (56%) y libertad para hacer lo que quieran (30%). Los chicos desean tener una pareja estable (41%) y tener éxito (30,5%). Unas respuestas que concuerdan con su visión de lasdesigualdades que ven entre adultos y sus propio entorno.

Sociedad y mentalidad, conclusiones

En función de los estereotipos que los jóvenes asumen como propios, el estudio ha encontrado cuatro grupos de jóvenes que según su clase social, ideología, credo y sexo asumen de una forma u otra los roles de género.
En primer lugar, aquellos que asumen las diferencias de género en parejas (28,6%). Asumen estos tópicos y estereotipos aunque defienden la idea de una pareja flexible. Son mayoritariamente chicas.
El segundo grupo, lo forman quienes rechazan los estereotipos y roles de género tradicionales (21,8). Son más chicas, poco religiosas y de tendencia política de izquierda que cuestionan los tópicos tradicionales, defienden sus posturas e ideas —muchas de ellas feministas—.
El tercer grupo, son los que más defienden los estereotipos e incluso son machistas. Su postura es una defensa férrea de los tópicos de género y son, en su mayoría, chicos de más edad, mejor «status» social, religiosos y de tendencia política de derechas.
Por último, los hay que aun siendo tradicionales, defienden la idea de que los hombres también tienen emociones. Son contradictorios, pero buscan cierta reforma de los tópicos. Son chicos, más jóvenes, de una posición económica privilegiada y de ideología de centro derecha.