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14 de enero de 2017

PERISCOPIO 14/01/2017 NACHO ALDAY - CRUZADOS

PERISCOPIO

14/01/2017

NACHO ALDAY - CRUZADOS

Siguiendo la estela de los cruzados en la Edad Media que dejaban familia, hogar y nación para ir a rescatar a los cristianos perseguidos por su fe, recientemente se ha constituido en Wyoming (Estados Unidos)  una organización militar de cruzados católicos con el nombre de Ordo Militaris  Catholicus  para la defensa y seguridad internacional de católicos que sufren persecución a causa de su fe y que requieren intervención militar en el marco de las leyes nacionales e internacionales  donde se les solicite  y se les permita acudir.

Como inspirador  figura el hermano franciscano Bugnolo, experto medievalista, el cual acusa a la masonería de haber desarmado psicológica, moral y espiritualmente a muchos católicos de hoy en día y afirma que sin el derecho a defenderse con las armas no son verdaderamente libres. La iniciativa ha surgido por la necesidad concreta de defender a los cristianos en Irak que están siendo masacrados por los islamistas. Esperan adquirir  próximamente un campo de entrenamiento en un monasterio abandonado. Colocan su institución bajo el manto de la Sagrada Virgen María y en la ceremonia de admisión ante los Santos Evangelios y la Cruz de Nuestro Señor claman al unísono el grito de los cruzados “Deus Vult!”.

https://www.ordo-militaris.us/sign-up/

3 de diciembre de 2016

PERISCOPIO 03/12/2016 NACHO ALDAY - CAPISTRANO

PERISCOPIO              
     
03/12/2016

NACHO  ALDAY - CAPISTRANO

El Papa Calixto III encomendó a San Juan de Capistrano  predicar una Cruzada contra la invasión musulmana, enemiga mortal de la Civilización Cristiana.

Después de la caída de Constantinopla los turcos pretendían someter Europa a partir de la conquista de Belgrado. Soñaban con llegar a Roma para sustituir las cruces por la media luna y usar de establos las iglesias.  

Así pues, participó en la Dieta de Frankfurt donde el Sacro Imperio Romano Alemán tomó la Cruz para repeler a los turcos. Bajo el mando del Conde húngaro Janos Hunyadi se formó un ejército de 50000 hombres para enfrentarse a los 400000 guerreros del Sultán. El propio Capistrano dirigió un ala de los cruzados contra el cerco de la ciudad  dando muerte a 40000 enemigos de la Fe  y haciendo huir al resto. Con razón le llamaban el guerrero franciscano de Belgrado.  Era el mes de julio de 1456 cuando la victoria de la Cruz rechazó a los mahometanos  del continente  europeo.

En la imagen el santo pisando cabezas de moros y el Corán.


31 de julio de 2016

Choque de Civilizações — a Cruz versus o crescente

Agência Boa Imprensa – ABIM

Choque de Civilizações — a Cruz versus o crescente

Paulo Roberto Campos

Plinio Correa de Oliveira
Batalha de Belgrado. São João de Capistrano incentivando os combatentes católicos durante a batalha em defensa da Civilização Cristã contra a invasão maometana

Há 560 anos uma cruzada culminou com o triunfo da Cruz sobre a meia-lua muçulmana: a vitória de Belgrado. Considerada um dos maiores triunfos da Cristandade, pois conseguiu impedir que o exército otomano invadisse a Europa.


Em 1454 organizou-se a expedição católica contra a invasão dos turcos muçulmanos. Estes, tendo tomado Constantinopla (capital do Império Bizantino) em 1453, almejavam subjugar a Europa cristã a partir da tomada de Belgrado. Seria esta a porta de entrada para os muçulmanos, que planejavam avassaladora marcha de conquista de outras nações católicas até dominarem Roma, onde — diziam eles — substituiriam as cruzes pela meia-lua islâmica e entrariam com seus cavalos nas igrejas da Cidade Eterna.
Batalha de Belgrado. São João de Capistrano incentivando os combatentes católicos durante a batalha em defensa da Civilização Cristã contra a invasão maometana
Janos Hunyadi
Naquela época a Providência suscitou um grande santo e estadista, São João de Capistrano, O.F.M. (1386 – 1456), cognominado O Guerreiro Franciscano de Belgrado. Ele pregou uma cruzada contra os terríveis inimigos da Civilização Cristã e conclamou a formação de um exército católico. Sob o comando do Conde Janos Hunyadi [ao lado, foto de sua estátua], esse pequeno exército que não chegou a 50.000 homens, marchou contra as tropas do poderoso sultão Maomé II. Este contava com forças que atingiam o impressionante número de 400.000 soldados, e já sitiava Belgrado por terra e mar.
Nesse desproporcional entrechoque, São João de Capistrano chefiou pessoalmente uma ala dos cruzados, tão inferiores em número, nos momentos mais árduos da batalha, e os conduziu à vitória, rechaçando os turcos muçulmanos do continente europeu em julho de 1456.
Plinio Corrêa de Oliveira comenta esse glorioso feito da Cristandade em artigo para o nº 15 de Catolicismo,(março/1952). Dele reproduzimos (abaixo) alguns trechos, mas o texto integral encontra-se disponível no link indicado no final.(*)
Antes, porém, merece ser ressaltado que o Prof. Plinio, já no início da década de 50, falava em choque de civilizações. Portanto, muito antes do lançamento do tão propalado livro O Choque de Civilizações, o best seller de Samuel Huntington, que veio a lume em 1996. Com as recentes atentados perpetrados pelo terrorismo islâmico, estamos assistindo a esse mesmo “choque”, denunciado pelo autor do artigo há 64 anos, mas silenciado e escamoteado dos mais diversos modos, especialmente por altos prelados do progressismo católico — paradoxalmente reverenciados como “grandes pacifistas” pela mídia laica e esquerdista…

SÃO JOÃO DE CAPISTRANO

Plinio Corrêa de Oliveira
Revista Catolicismo, Nº 15, março/1952
São João de Capistrano. Sob seus pés o Alcorão e cabeças de mouros
São João de Capistrano. Sob seus pés o Alcorão e cabeças de mouros
São João de Capistrano [quadro ao lado], embora vivendo exclusivamente para a Igreja, seria chamado a prestar-lhe seus serviços em uma esfera mais próxima dos interesses temporais.
A seu tempo, consumou-se a queda do Império Romano do Oriente, tendo sido conquistada a cidade de Constantinopla em 1453, por Maomé II [quadro abaixo à direita]. O islamismo representava naquele tempo, para a Cristandade, perigo semelhante ao do comunismo em nossos dias [1952]. Inimigo da Fé, visava exterminá-la da face da Terra. A seu serviço, tinha as riquezas, as armas, o poderio de um dos mais vastos impérios da História, qual era àquele tempo o dos turcos. A luta entre os muçulmanos vindos do Oriente, e os cristãos do Ocidente, não era apenas um choque entre dois povos, mas entre duas civilizações; mais do que isto, entre duas religiões.
Com a queda de Constantinopla, abriam-se para os turcos os caminhos da Europa ocidental. Maomé II não se deteve após a brilhantíssima vitória que alcançou em Constantinopla. Prosseguiu pelos Balkans adentro, visando atingir a Cristandade na Europa central.
Maome II, pintura de Gentile_Bellini
Maomé II, retratado por Gentile Bellini
Ora, os europeus daquela época — parecidos nisto com os homens de nossos dias — preferiam não ver de frente os perigos, não tomar atitude, não lutar. Sensuais, dissolutos, com um fervor religioso muito decadente — preparavam-se já a Renascença e o protestantismo —, pouco se lhes dava do dia de amanhã, e menos ainda a eternidade. Queriam gozar somente o momento presente.

Diplomata

Como galvanizar contra o formidável poderio do Islã as forças dessa Cristandade decadente?
Tratava-se de agir sobre príncipes e reis, sobre cardeais, bispos e clérigos, sobre fidalgos e sobre letrados, enfim sobre toda a massa da população, despertando as consciências para um perigo real e aplainando as vias para uma geral colaboração no interesse da Igreja e da Civilização Cristã ameaçadas. Assim, tornar-se-ia por fim possível lançar contra Maomé II uma cruzada.
Calisto III
Papa Calixto III
Para esse trabalho titânico, o Papa Calixto III [quadro ao lado] e o Imperador lançaram os olhos sobre São João de Capistrano, que já exercera com brilho as funções de Núncio Apostólico, a pedido do próprio Imperador.
Sempre recolhido, sempre devoto, sempre contemplativo, São João de Capistrano lançou-se de cheio na tarefa. Participou ele assim em 1454 da Dieta [Assembleia] de Frankfurt, em que o Sacro Império Romano Alemão tomou a Cruz para repelir os turcos. Sua ação diplomática foi decisiva para obter a coligação dos príncipes cristãos, divididos entre si por questões temporais de toda ordem.




Guerreiro

O comando da expedição foi confiado a um nobre húngaro que se tornara ilustre em lutas anteriores, e que mais tarde adquiriu imortalidade na luta conta os turcos. Hunyady, auxiliado por São João de Capistrano, caminhou com as tropas cristãs em direção aos infiéis. O encontro decisivo deu-se na altura de Belgrado. Faltando a Hunyady quem capitaneasse a ala esquerda de seu exército, disto se encarregou São João de Capistrano, que se houve com raro acerto e vigor. Quando terminou a batalha, jaziam no campo mais de cem mil guerreiros muçulmanos, e Maomé II estava em fuga. A Igreja conquistara admirável triunfo, a investida turca estava rechaçada.
São João de Capistrano durante a batalha, portando um crucifixo, animava o exército católico. Com a vitória do exército católica se evitou a invasão das forças maometanas. 40 mil turcos foram mortos.
São João de Capistrano durante a batalha animava o exército dos católicos. Com a vitória da Cristandade se evitou a invasão das forças maometanas. 40 mil turcos foram mortos.
Humanamente falando, que homem foi em seu século maior do que São João de Capistrano? Santo, orador, estadista, diplomata, Geral de uma Ordem Religiosa importantíssima, e por fim guerreiro, foi exímio em tudo. E o segredo de sua grandeza está precisamente na santidade, no auxílio da graça que lhe permitiu vencer os defeitos da sua natureza e aproveitar admiravelmente todos os dons sobrenaturais e naturais que Deus lhe dera.
Pode haver algo mais diferente do ‘carola’?
Não é bem verdade que muita gente teria mais desejo de ser ardentemente católica se compreendesse que a Igreja não forma ‘carolas’, mas homens no esplendor da natureza elevada e dignificada pela graça?

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21 de junio de 2016

Renascimento do espírito de cruzada

Agência Boa Imprensa – ABIM

Renascimento do espírito de cruzada

Paulo Roberto C. Rosa
Detente
Uma das grandes esperanças que animava o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira era o renascimento do espírito de cruzada. Imaginava ele que esse espírito ressurgiria notadamente na Europa. Seriam jovens, que estariam abertos inclusive para a ideia de um Dom Sebastião que retornasse cavalgando um cavalo branco para chefiar uma grande aventura cujo objetivo seria alargar as fronteiras do mundo cristão, levando seus nobres ideais até o âmago dos países maometanos.
Se de início esse espírito de conquista infelizmente parecia manifestar-se apenas no âmbito das hostes inimigas, neste mês de junho, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, surge uma notícia realmente animadora. Ela revela que dois espanhóis, nos quais parece ressurgir o espírito de El Cid Campeador e de Santiago Matamoros, abalaram-se de Valência e da Galícia para combaterem os terroristas doExército Islâmico (EI), alistando-se entre os peshmergas curdos. O valenciano afirma o seguinte:“Afetou-me especialmente o drama dos cristãos que estavam sendo perseguidos e aniquilados. Eu não quis ficar de braços cruzados”. E o galego, por sua vez, dizia: “Vale a pena estar aqui, irei embora somente quando o EI for exterminado!”.
O mais interessante é que havia um terceiro espanhol, que levou consigo uma bandeira do Sagrado Coração de Jesus com um coração em chamas, rodeado pelos seguintes dizeres: “Reinarei na Espanha. Viva Cristo Rei!” [foto acima]. Além de devoto do Sagrado Coração de Jesus, ele é adepto da Missa em latim e tradicionalista. Afirma ele: “Sou católico praticante e tradicionalista. Se nós, cristãos, não viermos para defender os cristãos, não esperemos que os muçulmanos queiram ajudar os cristãos”. Em seu uniforme aparece o mesmo emblema do coração em chamas, rodeado agora pelas palavras:“Detém-te! O Coração de Jesus está comigo! Venha a nós o teu reino!”. E continua: “Quando alguém está disposto a dar sua vida para ajudar, as coisas mundanas de cada dia importam realmente pouco. Tu não raciocinas, simplesmente vês uma injustiça e ages. Seria o mesmo que uma pessoa visse do portão de sua casa que uma jovem está sendo violada; essa pessoa não levaria em conta se os agressores são mais ou menos, ou se estão armados. Ela agiria e, sobre as consequências, Deus dirá”.
Além dos espanhóis, a notícia informava também que entre os peshmergas havia dois americanos, um sueco, e uma franco-atiradora brasileira, Heloísa, que é enfermeira.
Neste mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, Fornalha ardente de Caridade, peçamos-lhe que acenda essa mesma chama de fé e coragem nas almas de muitíssimos outros jovens, que estejam dispostos a dar suas vidas pela Santa Igreja e pelos seus irmãos na fé em perigo.

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15 de abril de 2015

Video - Jihad e as Cruzadas - Historical Truth and the Crusades

Jihad e as Cruzadas

Historical Truth and the Crusades



Enlace para ver el video

Enlace para leer toda la noticia incluido el video

Hatttip to John Hinderacker at  Powerline for the above video by Dr. Bill Warner in which he states a fact that is obvious from the historical record:  the Crusades were a tardy, and defensive, reaction to an ongoing Islamic Jihad that would continue against Christendom until the technological gap in the nineteenth century rendered Islamic states, for the moment, largely militarily impotent:

T
here was nothing wrong, in principle, with the Crusades. They were an appropriate (if belated and badly managed) response to the conquest of the Holy Land by Islam. Did marauding 11th century armies inevitably commit outrages? They certainly did. In fact, that still happens today. But the most unfortunate thing about the Crusades is that they failed.

If our history is properly understood, and just not about the Crusades, the politically correct rubbish trafficked in by leftists would usually appear laughable.  Hence history is distorted today by fables and outright lies.  All Americans and all Catholics need to understand history.  It definitely is not merely history, but rather gives us a very good description of how we arrived at the modern world, and often has  some hints of the best ways to proceed in the future by telling us what has worked, and failed, in the past.  There is little new under the sun in regard to mankind, but if we are ignorant of our true history we are ignorant of that all-important fact.






30 de octubre de 2014

E por que não uma Cruzada? Ante a agressão do extremismo islâmico, a atitude autenticamente católica

Agência Boa Imprensa – ABIM

E por que não uma Cruzada?

Revista Catolicismo, Nº 767 (novembro/2014)

Ante a agressão do extremismo islâmico,

a atitude autenticamente católica

               Alejandro Ezcurra Naón 
Agência Boa ImprensaÀ medida que vão sendo conhecidos os massacres perpetrados pelos terroristas do Estado Islâmico e seus congêneres contra cristãos da Ásia Menor e da África, cresce a indignação na opinião pública do Ocidente. E muitos começam a perguntar se não se deveria convocar uma nova Cruzada em defesa desses povos, vítimas de uma inédita guerra de extermínio em nome de Alá.
A palavra “Cruzada” pode causar calafrios a liberais inveterados, como também a católicos picados pela mosca do relativismo progressista. Uns e outros procuraram estigmatizá-la, associando-a ao abuso, à cobiça, ao afã de domínio político, etc. Mas, felizmente, sua tentativa foi vã.
Embora tenha havido cruzados indignos desse nome, como os há em todas as categorias de pessoas, o protótipo do Cruzado é um só: o Cavaleiro cristão, cujo idealismo e virtudes mil vezes comprovadas converteram-no em paradigma, em modelo de homem de honra perfeito e acabado, inigualado na História. E a gesta das Cruzadas ficou de tal maneira unida aos valores da Cavalaria, que ela perdura até hoje no imaginário do Ocidente, aureolada de merecido prestígio.

Na origem das Cruzadas, a defesa dos

cristãos oprimidos

Ao contrário do que se tenta impingir como verdade, as Cruzadas, de fato, nasceram como defesa das populações cristãs em situação de fraqueza diante das agressões, abusos e vexames sem conta cometidos contra elas pelos muçulmanos — em tudo similares aos praticados hoje pelos guerrilheiros do Estado Islâmico.
A notícia desses abusos moveu o Papa Urbano II a convocar em 1095 o Concílio de Clermont, Agência Boa Imprensaassistido por 300 bispos e milhares de nobres. Ali, o retrato da terrível situação dos peregrinos e dos habitantes cristãos da Terra Santa, agredidos e oprimidos pelo poder muçulmano, e das profanações contra os lugares santos, determinou que ao grito de Deus vult! (“Deus o quer!”), um vento de coragem e decisão percorresse as fileiras dos cavaleiros presentes, e se propagasse em seguida pela França e pela Europa.
Milhares decidiram fazer um voto de cruzada e partir para a Terra Santa. Nasceu assim a Primeira Cruzada, que culminaria vitoriosamente em 1099 com a conquista de Jerusalém, arrebatada aos egípcios pelo lendário Godofredo de Bouillon e pela flor da nobreza francesa.

Uma gesta impulsionada e

protagonizada por santos da Igreja

Ávidos de lhes encontrar defeitos, os críticos das Cruzadas se esquecem de que o essencial dessa gesta foi a justiça de seu objetivo, servida pela santidade de seus propulsores e protagonistas. Santo foi o propulsor da Primeira Cruzada, o bem-aventurado Urbano II; santo foi o Doctor MelífluoSão Bernardo de Claraval — a quem se deve a belíssima oração do Lembrai-vos… —, autor da regra de vida dos Cavaleiros Templários, na qual figura o famoso voto de não recuar no campo de batalha; santos foram os reis cruzados São Luís IX da França (que comandou não uma, mas duas Cruzadas!) e seu primo espanhol, São Fernando III de Castela, que com ímpeto incontenível, em poucos anos recuperou aos mouros metade da Espanha, inclusive as cidades de Córdoba e Sevilla.
Santo foi também o heroico frade franciscano São João de Capistrano, cognominado de “o padre piedoso”, que com risco de perder a vida alentou os cruzados em pleno campo de batalha e contribuiu decisivamente para a vitória contra os turcos em Belgrado (1456); santo foi igualmente o Papa São Pio V, organizador da grande cruzada naval que, no golfo de Lepanto, quebrou definitivamente em 1571 o poderio naval dos turcos; do mesmo modo santo foi o bem-aventurado Inocêncio XI, o qual convocou a Cruzada contra os turcos que assediavam Viena (1683). Com ele cooperou outro beato franciscano, Marco d’Aviano, que ajudou a organizar o vitorioso exército cristão, o qual, embora três vezes inferior em número (60 mil contra 180 mil), derrotou os turcos e extinguiu para sempre a ameaça terrestre otomana à Europa central.
Poderíamos citar ainda muitos outros santos com espírito de Cruzado, como o caritativo São Vicente de Paulo, que ao ser surpreendido pela morte impulsionava um projeto de Cruzada ao norte da África.

São Francisco de Assis defende as

Cruzadas e insta o sultão a se converter

Alguém poderá objetar: não entendo São João de Capistrano e o bem-aventurado Marco d’Aviano: como é possível que pacíficos santos franciscanos tenham se envolvido numa Cruzada? Tal ação não contradiz sua vocação de homens de paz?
Agência Boa Imprensa
São Francisco de Assis diante do sultão do Egito (Giotto di Bondone, 1267-1337)
De nenhum modo! Estando a Cristandade em perigo, o que há de mais lógico do que defendê-la e apoiar os que a defendem? Tanto é assim que o próprio São Francisco de Assis deu o exemplo a seus frades: ele acompanhou a Quinta Cruzada e teve a coragem de proclamar sua legitimidade diante do próprio sultão do Egito!
Essa santa ousadia ocorreu em 1219, quando o sultão Malik al-Kamil recebeu São Francisco próximo de Damieta. O episódio é assim narrado por Frei Illuminato, seu companheiro de incursão:
O Sultão apresentou [a São Francisco] outra questão:‘Teu Senhor ensina nos Evangelhos que não se deve pagar o mal com o mal, e que inclusive não deves negar o manto a quem quiser subtrair-te a túnica. Portanto, os senhores cristãos não deveriam invadir nossas terras’.
Ao que o Beato Francisco respondeu:
Parece-me que tu não leste todo o Evangelho. Em outras passagens, na verdade, está dito: ‘Se teu olho te é ocasião de pecado, arranca-o e atira-o fora de ti’. Com isto quis Jesus nos ensinar que caso tenhamos um parente, por mais querido que este nos seja, ainda que tão querido como a menina de nossos olhos, se tentasse nos afastar da fé e do amor de nosso Deus, devemos estar decididos a separá-lo, a afastá-lo, a erradicá-lo de nós. Por tudo isso, os cristãos agem segundo a justiça quando invadem vossas terras e vos combatem, porque vós blasfemais contra o nome de Cristo e porfiais em afastar de Sua religião todos os homens que podeis. Entretanto, se tu quiseres conhecer, confessar e adorar o Criador e Redentor do mundo, amar-te-ei como a mim mesmo”.
Todos os presentes ficaram tomados de admiração por sua resposta”.(*)
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Os santos que acima citamos, por sua virtude e elevação moral, são exemplos para nós. Quando até São Francisco de Assis justifica plenamente, em nome do Evangelho, a Cruzada contra aqueles que usam a violência para arrancar das almas a fé em Jesus Cristo, nada impede, em princípio, que nós, católicos, o imitemos.
Sendo assim, não será uma Cruzada o que Deus pede neste momento às nações ocidentais e ainda cristãs, para deter o extremismo islâmico e evitar ao mundo males maiores?
E-mail para o autor: catolicismo@terra.com.br
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Nota:
(*) “Fonti Francescane”, Seção terceira, Outros depoimentos franciscanos, N° 2691, http://www.ofs-monza.it/files/altretestimonianzefrancescane.pdf