Una de las principales características de la Revolución es su procesividad. Así a lo largo de los siglos avanzó paso a paso, primero con el protestantismo, luego la Revolución Francesa, después el comunismo, le siguió el hipismo y ahora es el momento de implantar el tribalismo.
El tribalismo consiste en clausurar la civilización e imponer una sociedad tribal como la que los europeos encontraron cuando llegaron a las Américas. Aunque en un primer momento pueda chocar, en realidad hay una propaganda constante en esa dirección en los medios de comunicación dirigidos por las Fuerzas Secretas. Sin ir más lejos, Bergoglio, alias Francisco, el antipapa de la anti-iglesia, propugna ese modelo de sociedad. Para él los indios de la Amazonia son los modelos a imitar y por supuesto la civilización la identifica con el mal.
Por tanto, es indispensable desmontar los restos de orden que subsisten en el sistema para poder instaurar el tribalismo. Pero resulta que el hombre actual, acostumbrado a las comodidades del mundo moderno como los electrodomésticos, automóviles, la prosperidad material, las organizaciones empresariales, la industria, etc. no está dispuesto renunciar por las buenas a todo esto. No queda más remedio que imponérselo por una u otra vía.
En este momento lanzar una Tercera Guerra Mundial es arriesgado para los mentores del proceso revolucionario. Se necesita preparar el terreno para ese cambio tan drástico, preparar las mentalidades, ensayar el control de la opinión pública en la nueva situación.
Quizás se podría crear un virus en un laboratorio de guerra bacteriológica, un coronavirus, por ejemplo, y soltarlo para ir desvencijando el capitalismo, ensayando la caída del sistema, mentalizando a la gente de que se terminó la fiesta y que se den por contentos los que conserven aún la vida.
Eso explicaría por qué el Gobierno chino dejó extenderse inicialmente la epidemia, o el Gobierno social comunista de España no hizo nada durante 43 días para prevenir lo que era perfectamente previsible, o tantos otros como el inglés o el mexicano que facilitaron la expansión del virus en sus respectivos países. Eran las órdenes que tenían de sus jefes.
Ahora insisten en que todo volverá a la normalidad en poco tiempo. También lo decían en las guerras mundiales pero la "normalidad" recuperada después de cada una de ellas no tenía nada que ver con la que existía previamente. En eso consiste la procesividad, dos pasos para adelante uno para atrás y así sucesivamente.
Nos idos de julho de 2008 fui convidado a participar em Manaus de uma conferência sobre empreendedorismo indígena nas Américas. Embora constituísse na época uma ideia nova para o Brasil, já era uma experiência de sucesso nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
O objetivo principal daqueles dias de estudo era dar uma clarinada no sentido de fazer com que os índios se tornassem menos dependentes da assistência do Estado, bem como se livrassem das garras de muitas ONGs, que já povoavam abundantemente a Amazônia.
A ideia e a iniciativa dessa conferência nasceram do Dr. Raul Gouvêa, brasileiro residente nos Estados Unidos, que leciona na Universidade do Novo México. Estiveram presentes lideranças indígenas do Brasil e das Américas, devendo-se notar que alguns deles, para nossa surpresa, já eram empreendedores.
Importante palestra foi proferida pelo Prof. Dr. Jonathan Taylor, pesquisador do Projeto Harvard para o Desenvolvimento Econômico do índio norte-americano. Ele mostrou que a pobreza dos indígenas de seu país, de modo particular daqueles que viviam em reservas, vinha há décadas preocupando os responsáveis pela definição de políticas públicas indígenas de seu país. Afinal, todas as iniciativas assistencialistas voltadas para melhorar a situação dos indígenas vinham fracassando.
Contudo, os índios alcançaram em algumas reservas um ritmo de crescimento de renda média três vezes superior ao da renda per capita dos americanos, apesar de o orçamento federal para os indígenas tivesse ficado igual, ou mesmo diminuído. O que teria ocorrido?
O Prof. Taylor explicou que os índios prepararam um ambiente fértil para o desenvolvimento quando seus líderes nativos restringiram de maneira duradoura o seu poder sobre os liderados, estimulando o empreendedorismo ou a profissionalização em atividades liberais.
No Brasil, depois de tanto tempo decorrido, tal mentalidade ainda permanece embrionária, pois encontra grandes obstáculos na burocracia e na questão da tutela indígena. Nos governos de FHC e do PT, essa tutela se radicalizou, pois a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) não definia se o brasileiro indígena podia ou não, tinha ou não direito de desenvolver negócios em suas reservas. Foi-lhe dificultado o acesso a uma educação que estimulasse o surgimento de lideranças e mentalidades empreendedoras.
Nos albores do atual governo brasileiro — que se elegeu com uma plataforma política diametralmente oposta à dos governos esquerdistas do PSDB e PT — muita coisa se tem movido no sentido de uma virada contra-revolucionária, que incluirá necessariamente o resgate da dignidade dos brasileiros indígenas.
Para isso, eles deverão ser ajudados a ascender, na prática, à condição de cidadania vigente no sistema jurídico legal do País, deixando de ser objeto da tutela do Estado e ter claramente definida sua condição de cidadãos brasileiros, portanto de pessoas no pleno gozo de seus direitos constitucionais.
Nesse sentido, nosso artigo anterior sobre os Parecis, no Mato Grosso, procurou mostrar um caso em que a questão indígena vem mudando radicalmente, e, no mais das vezes, por iniciativa dos próprios índios. Eles demonstram não suportar mais o jugo de instituições estatais, Ongs e organizações religiosas como o CIMI.
E surge agora a Rede Eclesial Panamazônica – REPAM, responsável pela preparação do Sínodo a ser realizado em Roma no próximo mês de outubro… Não nos iludamos. Todos esses agentes procuram manter os brasileiros indígenas numa espécie de jardim zoológico, para assim serem mostrados ao mundo como demonstração de zelo por sua “preservação”. Aliás, este desiderato cumpre o ideal comuno-missionário para o Brasil, conforme previsto por Plinio Corrêa de Oliveira em 1977, em sua obra Tribalismo Indígena – Ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI.
Indígenas mexicanos em procissão com quadro de Na. Sra. de Guadalupe
Adolpho Lindenberg
Em Fátima, Nossa Senhora lembrou ao mundo as verdades da Fé, a existência do Céu e do Inferno, pediu penitência e a recitação do Santo Rosário pela conversão dos pecadores, advertiu contra os erros do comunismo. E no final, prenunciou sua vitória: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.
Em Aparecida, em circunstâncias totalmente diversas, aflorou à tona d’água para três pescadores, a fim de criar e difundir sua devoção como Rainha e Padroeira do Brasil. Mãe dos grandes e pequenos, Ela conquista uns e outros, destacando-se entre seus devotos a Princesa Isabel, que em ação de graças pelo nascimento de seus três filhos doou para adornar sua pequena Imagem o manto e a coroa de ouro cravejada de diamantes.
Já no México, no local onde se ergueu o santuário que é hoje o mais visitado do mundo, Nossa Senhora apareceu ao índio Juan Diego, sob a invocação de Guadalupe, demonstrando especial predileção para com os indígenas e operando incontáveis conversões. A misericórdia da Virgem em converter os índios, não os deixando nas trevas do paganismo, inspirou e iluminou a obra de missionários nesses e em muitos outros lugares. A conversão ao Cristianismo, assim impulsionada, era um dos ideais maiores de toda a Cristandade.
Era, mas infelizmente não é mais. Ao contrário desses enviados de Deus, os missionários de hoje não querem a conversão dos índios, nem que sejam batizados a fim de praticar a religião estabelecida por Nosso Senhor Jesus Cristo. Pelo contrário, trabalham para que eles permaneçam em seu estado primitivo de barbárie.
No momento, 250 bispos se preparam para o Sínodo da Pan-Amazônia, a ser realizado em Roma entre os dias 6 e 27 de outubro próximo. A assembleia pretende modificar os fundamentos milenares da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, operando verdadeira degradação de sua identidade.
Símbolos do bem, símbolos do mal
Em momentos como este, as verdades eternas podem ser ressaltadas e reavivadas, simbolizadas e contrastadas por meio dos símbolos. A águia, por exemplo, é um símbolo heráldico desde a Antiguidade, representando força, agilidade, sabedoria, soberania, governo. Vislumbrando amplo panorama, ela discerne tudo a grande distância. Como São João Evangelista, cujo voo de alma era muito alto, por isso é representado na iconografia pela águia.
Em sentido oposto ao das verdades eternas, o símbolo bem poderia ser o abutre, ave agourenta que evoca mau odor, trevas, carniça, atração pelo que é repugnante. A imagem desse símbolo sombrio ocorreu-me repetidamente enquanto lia o Instrumentum laboris (instrumento de trabalho), documento divulgado pelo Vaticano para orientar a preparação do Sínodo sobre a Amazônia. Nele se percebe um só corpo doutrinário, que redunda na proposta de uma nova sociedade. Os conceitos abrangem a ordem espiritual e a ordem temporal, propondo algo como uma nova igreja de caráter ecologista. Contrapondo-se à águia bicéfala austríaca, eis aí o abutre bicéfalo.
A proposta sinodal pretende criar um tipo humano em tudo oposto ao que foi modelado pela Civilização Cristã ocidental: uma só ideologia, que trabalha articuladamente para configurar as duas esferas — a religiosa e a temporal — segundo uma única visão de mundo sobre a sociedade, o homem, o universo, e até Deus. Entendamos os conteúdos malignos dessa cosmovisão.
Nova concepção de Deus
Corresponde a uma concepção panteísta, presente na mais remota Antiguidade, portanto velhíssima e sem nada de novo. Ao comentar o Instrumentum laboris, o Cardeal Gerhard Müller, professor de Teologia e antigo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, qualificou-o de panteísta:
“Não podemos fazer do ecologismo uma nova religião, estamos diante de uma concepção panteísta, que deve ser rejeitada.
“O panteísmo não é só uma teoria sobre Deus, mas também um desprezo pelo homem. Deus que se identifica com a natureza não é uma pessoa. Deus Criador, ao contrário, criou-nos à Sua imagem e semelhança.
“Na oração, temos uma relação com um Deus que nos escuta, que entende o que queremos dizer, não um misticismo em que podemos dissolver a identidade pessoal. Uma coisa é ter respeito por todos os elementos deste mundo, outra coisa é idealizá-los ou divinizá-los. Essa identificação de Deus com a natureza é uma forma de ateísmo, porque Deus é independente da natureza. Eles ignoram totalmente a Criação.”
Nova concepção de religião
Se Deus não é pessoa, mas uma energia que se manifesta em todo o universo, e também na floresta, não tem sentido falar em Criação, pecado original, Redenção, Sacramentos, salvação, Deus encarnado, Nossa Senhora. A religião passa a ser natural, uma relação do homem com a tal força. É uma consequência forçosa.
O Cardeal Walter Brandmüller, outro abalizado crítico do Instrumentum laboris, qualificou-o de “herético” e “apóstata”, afirmando que a concepção de religião nele contida é de uma “religião natural com máscara cristã”. Vai além, e afirma que o vocábulo “igreja” no documento tem significado que não é o da teologia católica: “Este fato [o sacerdócio feminino] mostra que a palavra ‘igreja’ é usada exclusivamente como termo sociológico pelos autores do ‘Instrumentum laboris’”.
Percebe-se aí a manobra utilizada pelas forças esquerdistas inúmeras vezes, para manipular a opinião das pessoas de modo sutil, quase imperceptível. Tal manobra foi descrita magistralmente nos anos 1960 pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira [foto acima], que a denominou baldeação ideológica inadvertida (Cfr. Baldeação Ideológica Inadvertida e Diálogo, Editora Artpress, 6ª edição, 2016). Por meio dela, alterando discretamente o conteúdo das palavras, conseguem levar o ouvinte a alterar também sua posição ideológica, para aceitar concepções que refugaria prontamente se propostas com clareza.
Mostra ainda o cardeal que tais doutrinas, distorcendo o conteúdo da fé tradicional no coração das pessoas, têm como consequência levar à “autodestruição da Igreja ou sua transformação em uma espécie de ONG temporal, com missão ecológico-social-psicológica”.
A análise do Cardeal Gerhard Müller destaca outro ponto: “É um documento que apresenta um quadro idílico da Amazônia, incluindo as religiões indígenas, a ponto de tornar-se inútil o cristianismo, a não ser como apoio político, que ele pode dar, para manter esses povos incontaminados e defendê-los dos predadores que querem levar desenvolvimento e roubar recursos”.
Nova concepção do universo
De acordo com a doutrina católica, o universo foi criado por Deus para a glória divina. Identificando Deus com o universo, desaparece a noção da Criação, o que foi notado pelo Cardeal Gerhard Müller: “Essa identificação de Deus com a natureza é uma forma de ateísmo, porque Deus é independente da natureza. Eles ignoram totalmente a Criação”.
Falar neste caso em concepção nova é força de expressão, porque nada há de mais embolorado e antigo. De fato, são velharias pagãs, doutrinas emboloradas, e nós estamos assistindo ao ufanismo do atraso e à glorificação do retrocesso.
Tanto o brasileiro indígena como os demais brasileiros de todas as procedências residentes na Amazônia, reivindicam a inserção na sociedade
Concepção revolucionária de sociedade temporal
A família e demais sociedades da ordem temporal tornam possível ao ser humano a busca da perfeição em seu mais amplo sentido. Isto é o que pode lhe trazer a verdadeira felicidade.
Tanto o brasileiro indígena como os demais brasileiros de todas as procedências residentes na Amazônia, em sua esmagadora maioria querem crescer, acelerar os avanços civilizatórios, proporcionar a seus filhos acesso rápido a um futuro melhor, em que compartilhem com o restante dos homens o que de melhor eles possam oferecer. Em suma, reivindicam a inserção na sociedade, o que pode torná-los mais felizes superando tanta precariedade a que hoje estão sujeitos. Contudo, por infelicidade, encontram obstáculo contumaz nas desapiedadas correntes missionárias da paralisia e do retrocesso, que inspiraram o Instrumentum laboris.
Desse ativismo pseudo-missionário resultam efeitos claramente excludentes, pois promove de fato um elitismo às avessas, nivelando suas vítimas por baixo. Alardeiam assim a compaixão, mas praticam verdadeira crueldade contra as populações do Norte e outras comunidades indígenas do território nacional.
De forma congruente, todo o documento sinodal padece do vício de romantizar as sociedades primitivas e do viés de criticar de forma unilateral qualquer progresso na Amazônia. Um exemplo aclarador sobre este ponto ilustra também a manipulação mal-intencionada do vocabulário:
“Segundo dados de instituições especializadas da Igreja (por ex., CIMI) e outras, no território da Amazônia existem de 110 a 130 diferentes povos indígenas em isolamento voluntário, ou ‘povos livres’. Vivem à margem da sociedade, ou em contato esporádico com ela. Não conhecemos seus nomes próprios, idiomas nem culturas, por isso também os chamamos ‘povos isolados’, ‘livres’, ‘autônomos’, ou ‘povos sem contato’. Esses povos vivem em profunda união com a natureza. Muitos deles decidiram isolar-se por terem sofrido traumas anteriores; outros foram forçados violentamente pela exploração econômica da Amazônia. Os PIAVs resistem ao atual modelo de desenvolvimento econômico predador, genocida e ecocida, optando pelo cativeiro para viver em liberdade” (Cfr. Discurso do Papa Francisco por ocasião do “Encontro com os Povos da Amazônia”, Coliseu Madre de Dios, Puerto Maldonado, Peru, 19 de janeiro de 2018).
Convém notar como a demagogia vulgar permeia o documento, pois afirma que não se conhecem nomes, culturas e idiomas desses povos, mas ao mesmo tempo tem segurança para afirmar, não se sabe como, que eles optaram pelo cativeiro para viver em liberdade, quiseram os grilhões para ficarem livres deles (sic!). Não os conhecem, mas na verborreia amazônica do seu texto afirmam dogmaticamente que eles vivem em profunda união com a natureza. Não estão cientes das razões do isolamento, mas taxativamente proclamam que a decisão deles, ao se isolarem, decorre de traumas e da imposição violenta de exploradores. É a produção de fake news no atacado!
Apesar de nada saberem sobre tais povos, garantem, como se fossem postulados evidentes, que eles são resistentes ao atual modelo de desenvolvimento predador, ecocida e genocida. Lógica zero, falsidades múltiplas. O que enxergar na saraivada de contradições e disparates? Uma característica se avista de imediato: a demagogia, própria às correntes revolucionárias fanatizadas a serviço de seus obscuros objetivos.
Tipo humano desregrado
Tal cosmovisão corresponde a um tipo humano desregrado, no sentido de inimigo das regras de conduta secularmente cultivadas, que fizeram a grandeza das personalidades no ambiente de civilização cristã — proportione servata — e no ambiente da civilização ocidental.
Falemos de uma delas, que é o fundamento de todas as demais condutas humanas: a prevalência da razão sobre emoções e instintos. O Cardeal Walter Brandmüller cita a “rejeição antirracional da cultura ocidental, que sublinha a importância da razão”. Verbera como típico do Instrumentum laboris o ambiente de exaltação emocional, “o grito da terra e dos pobres”, que lhe recorda a fermentação emocional do mito nazista do “sangue e solo”. Observa ainda o Purpurado que o texto promove o mito do “bon sauvage” de Rousseau, contrapondo-o ao do decadente homem europeu.
Como não poderia deixar de ser, a moral desse tipo humano é relativista, com os fins justificando os meios. O Cardeal Müller a vincula apropriadamente à cosmovisão subjacente no Instrumentum laboris, advertindo que “é uma concepção materialista semelhante à do marxismo, afinal podemos fazer o que quisermos”. Mais uma vez, presenciamos uma gigantesca revolução cultural sendo introduzida e impulsionada sub-repticiamente — ou seja, a baldeação ideológica inadvertida.
Para os arautos da mencionada cosmovisão, os homens não devem buscar a perfeição segundo as retas inclinações de sua natureza, mas devem ser tratados como se fossem resina plástica, moldáveis segundo os delírios mitomaníacos de “regeneração social”, que lhes querem impingir uma vida primitiva no pântano do atraso. Na prática, cobaias de experimentações sociais, sem direito real de opinar. Parece que para esses brasileiros indígenas, e os de outros países amazônicos, não valem os direitos humanos,queos referidos arautostanto enaltecem quando lhes convém.
Em resumo, a Amazônia fica ameaçada por utopia destruidora, que aponta como ideal a sociedade comunal, sem Estado, sonhada por Marx como etapa final do comunismo.
Afirmações tendenciosas formando um sistema
Antes de entrar na parte final deste artigo, em que proporei medidas práticas, cumpre desmontar a armadilha que apanha os incautos, desorienta os bem-intencionados e frustra os bons batalhadores ao longo dos anos.
Não apenas no Instrumentum laboris, mas em inúmeros documentos emanados das correntes de teologia indigenista, ecologistas e ambientalistas extremados, pululam expressões genéricas, vagas, equívocas, obscuras, tendenciosas. Algumas parecem por vezes sensatas, ou até mesmo tradicionais, contrastando de certa forma com o tom geral, favorecedor de objetivos revolucionários. São águas turvas em que seus autores querem pescar. Acuados e acusados, eles se servem da confusão para evitar censuras no campo religioso, e assim se preservam para continuar a desenvolver sorrateiramente sua ação deletéria através de textos discutíveis ou controvertidos.
Vale aqui uma regra áurea de hermenêutica, exposta por Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira em livro sobre a missa nova de Paulo VI, e que podemos também aplicar ao Instrumentum laboris:
“Vamos considerar, em tese, o princípio: as passagens obscuras e malsonantes de um documento não o tornam suspeito quando nele há também textos ortodoxos relativos às mesmas questões. A isso cumpre dar uma primeira resposta, de ordem hermenêutica:
A) Em princípio, é verdadeira a regra segundo a qual os textos confusos e obscuros de um documento devem ser interpretados pelos claros.
B) Mas a regra exige uma distinção:
• É aplicável quando as passagens suspeitas ou heterodoxas ocorrem apenas uma vez ou outra, à maneira de lapso;
• Não vale quando as passagens suspeitas ou heterodoxas são numerosas (pois o que ocorre à maneira de lapso é, por natureza, casual e em pequeno número); nessa hipótese, deve-se recorrer a outras regras e a outros meios de interpretação;
• Quando, além de numerosas, as passagens confusas, suspeitas e heterodoxas formam um sistema de pensamento umas com as outras, a citada regra de interpretação não vale, mas se aplica a regra oposta. É mister então perguntar se os textos ortodoxos devem ser interpretados à luz dos confusos, suspeitos e heterodoxos. O que ocorre à maneira de lapso não costuma ser frequente, e sobretudo não pode constituir sistema”.
Este é o fato diante do qual nos encontramos. Não estamos na presença de lapsos, e sim diante de um sistema de pensamento articulado, pré-concebido para servir e impulsionar um movimento demolidor com objetivos de longo prazo.
Permanecer miseravelmente atolados em pântano doentio, sem nenhuma expectativa de progresso, será a
Um saneamento que se impõe
Permanecer miseravelmente atolados em pântano doentio, sem nenhuma expectativa de progresso, será a sina atual de todos os habitantes da Amazônia, especialmente os de origem indígena, se as doutrinas ecológico-primitivistas prevalecerem. Torna-se por isso imperioso um trabalho contínuo de esclarecimento, coordenação e articulação, do qual a presente edição de Catolicismo deseja participar decisivamente.
Como nossa revista já fez por ocasião de tantas outras batalhas, no presente número sobre o Sínodo da Pan-Amazônia oferecemos uma transparência total, tirando da penumbra e trazendo à luz do dia as doutrinas e os respectivos propósitos a que o sínodo serve, a fim de que o público possa avaliá-lo com inteiro conhecimento de causa e se vacinar. É trabalho de medicina preventiva, de profilaxia.
Sugiro outras medidas voltadas para os brasileiros indígenas, cujo anseio é de inserção social e econômica. Em sua esmagadora maioria, eles são objeto da compaixão e do devotamento fraterno dos demais brasileiros, devendo experimentar assim, para suas famílias e comunidades, mais rápidos avanços civilizatórios.
Sua primeira reivindicação é de autonomia, com o fim das tutelas inibidoras e das reservas em que estão confinados, sem serem proprietários, em consequência de normas hoje inscritas na legislação. É necessário que se beneficiem do princípio constitucional consagrador da livre iniciativa e da propriedade privada; que não mais sejam impedidos de realizar livremente atividades econômicas como empreendedores, colaboradores, parceiros ou empregados. O Estado deve proporcionar oportunidades urgentes de educação, a eles e a seus filhos, para que se tornem cidadãos produtivos como os demais habitantes do Brasil.
Dói vê-los tratados como objetos de museu, “engaiolados” em reservas como espécies exóticas. Como quaisquer brasileiros titulares de direitos constitucionais, reclamam respeito, integração, espaços para crescer e realizar seus sonhos, bons para eles e ótimos para o Brasil.
Como estamos mostrando nesta edição, muitos querem eletricidade, postos de saúde, escolas, estradas, parcerias, assistência técnica e jurídica. Se forem atendidos pelo Poder Público, haverá prosperidade, com a consequente diminuição da pobreza e da violência; haverá aumento de recursos para o combate às doenças; tornar-se-á também mais fácil realizar a autêntica política de integração, respeitando os legítimos costumes e tradições das comunidades indígenas.
Milhões de pessoas terão suas esperanças restauradas, e serão finalmente colocados fundamentos duradouros de uma ordem temporal cristã, compassiva, harmonicamente desigual, favorecedora da plenitude da dignidade humana nesse segmento do nosso País.
Nas últimas décadas, uma propaganda mundial ampla e caríssima, com fake news despejando cascatas sujas sobre a Igreja e fora dela, intoxicou multidões e contaminou numerosos setores dirigentes do Brasil, influindo fortemente na produção das leis. Em consequência, padecemos hoje de um entulho constitucional e infraconstitucional, que muitas vezes atravanca o direito natural à felicidade dos brasileiros indígenas, quando não o impede. É um atoleiro que precisa ser drenado, tornando a expressão brasileiro indígena cheia de força legal para todos os índios em nossa terra. Com uma pauta ativa de remoção do entulho legal estagnador, o Brasil terá condições de embarcar em uma política de atendimento das necessidades das populações do Norte.
Repetimos aqui de passagem um conjunto de afirmações que Catolicismo já abordou muitas vezes: a grande responsabilidade que têm pela atual estagnação os neomissionários progressistas, que não mais catequizam nem convertem; as ONGs nacionais e estrangeiras, com seus obscuros liames e redes de interesses; os ambientalistas fanatizados, sempre acolhidos e festejados pela maior parte da mídia nacional e internacional. Todos esses formam a vanguarda do atraso.
Nesse campo existe agenda comum para lideranças indígenas independentes e dirigentes ruralistas, focados cada grupo em suas pautas, mas cientes de que elas só podem ser levadas à prática com êxito se os dois lados estiverem unidos na defesa do bem comum nacional.
Nessa via, a chamada Amazônia Legal experimentará crescimento, riqueza e prosperidade, com efeitos benéficos para todo o País, pois terá havido obediência genuína ao preceito constitucional fundamental, que é o respeito e promoção da dignidade humana.
A propósito, faço uma constatação penosa: as lideranças rurais e os porta-vozes de causas indígenas têm-se geralmente situado em polos antagônicos. Em boa medida porque tais vozes têm representado não os verdadeiros interesses dos brasileiros indígenas, mas o programa de correntes internacionais promotoras do atraso e do primitivismo, tantas vezes defensoras da internacionalização da Amazônia. Assim agindo, manifestam-se como lideranças inautênticas, descoladas dos liderados que afirmam representar.
Se até agora foi assim, não deveria ter sido; mas também não precisa manter-se assim. Juntos, ruralistas e líderes indígenas, entendendo-se com serenidade e autêntico senso do interesse nacional sobre as previsíveis divergências que surjam, podem levar adiante uma luta pela imprescindível revisão da legislação constitucional e infraconstitucional, com enorme repercussão para o progresso da presente e das futuras gerações.
Entre outros pontos, a segurança jurídica poderia ser muito melhorada, e a produção estimulada. E aqui, logicamente, há de se buscar a participação relevante dos representantes eleitos. Tais medidas são tão importantes quanto acabar com o aparelhamento esquerdista da burocracia estatal, também indispensável, e que hoje atravanca a prosperidade.
Não custa lembrar que a atual configuração do panorama político, consolidado nas eleições de 2018, proporciona ao governo apoio majoritário da população para a realização do programa restaurador. O céu do Brasil, no qual brilha o magnífico Cruzeiro do Sul, não merece monstros como os abutres e aves de mau agouro.
Catolicismo roga a Nossa Senhora Aparecida que nos abençoe, e também proclame aos pequeninos as verdades eternas do Santo Evangelho.
Tendo em vista as gravíssimas consequências que o anunciado Sínodo da Amazônia poderá trazer para a Igreja e o Brasil, com repercussões no mundo inteiro, Catolicismo oferece a seus leitores uma edição exclusivamente relacionada com os temas a serem abordados nessa assembleia, que se reunirá no Vaticano em outubro próximo.
A temática do Sínodo inclui uma espécie de eco-tribalismo, além de reformas drásticas na disciplina eclesiástica tradicional.
Não é raro os movimentos esquerdistas difundirem notícias falsas e fantasiosas sobre a situação dos índios da Amazônia, por isso a revista Catolicismo pediu a dois de nossos colaboradores, Paulo Henrique Chaves e Nelson Ramos Barretto, que se embrenhassem naquela vastíssima região, a fim de preparar uma reportagem a respeito de nossos irmãos silvícolas.
Os depoimentos abundantes que os dois eficientes jornalistas apuraram falam por si, convencem-nos da situação real e dos verdadeiros anseios dos nossos silvícolas, habitualmente distorcidos pela mídia esquerdista, pela “esquerda católica” e por certas ONGs, que parecem desejar o pior para o Brasil e os brasileiros.
Os leitores enriquecerão seus conhecimentos sobre nossa Pátria, acompanhando as entrevistas com indígenas e suas lideranças, onde são abordadas situações cruciais, pouquíssimo difundidas. Por exemplo, a dos índios Parecis, que não desejam a estagnação em seus costumes selvagens, mas querem progredir, indo na contramão da “Teologia da Libertação”.
Os neomissionários, ditos progressistas, pregam uma nova teologia indigenista, defendem doutrinas ecológicas primitivistas e se opõem ao desenvolvimento espiritual e material dos silvícolas. Na verdade, não fazem “opção preferencial pelos pobres”, mas uma “opção preferencial pela pobreza”. Não atuam para retirá-los da miséria, mas para mantê-los “engessados” num estado comuno-tribal, pré-histórico.
Recentemente, a mídia difundiu também a delirante ideia de uma invasão do Brasil, com o objetivo de tomar a Amazônia a fim de “salvá-la” — uma alucinação de proporções amazônicas… Ante tais objetivos, a imensa maioria dos brasileiros diz NÃO à internacionalização da Amazônia!
Entre as várias temáticas da edição deste mês da revista Catolicismo, chama especialmente a atenção do leitor os comentários do Dr. Adolpho Lindenberg [p. 24], presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, lembrando de um lado a especial predileção da Santíssima Virgem pelos índios, manifestada em diversas aparições para livrá-los do paganismo e convertê-los à fé católica; e de outro a existência, na agenda do movimento ecologista, de um projeto para uma nova religião panteísta e uma nova revolução cultural.
Sob o pretexto de identificar Deus com a natureza, os ecologistas radicais, com sua concepção marxista, fingem ignorar os maravilhosos planos divinos para a Criação.
Nací en Madrid en el año 1.948. Estudié durante nueve años en los colegios de la Compañía de Jesús de Areneros y del Recuerdo de Madrid.
Licenciado en derecho por la Facultad de Derecho de la Universidad Complutense de Madrid, estudié también los dos primeros cursos de Ingeniero de Minas del plan 1964 en la E.T.S.I. de Minas de Madrid.
Además de mi lengua materna, el castellano, leo fluentemente el portugués, francés, italiano, y latín. Tengo nociones de inglés, griego y hebreo bíblico.
Desde muy joven ingresé en la Familia de Almas fundada por el Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, habiendo sido fundador y presidente de la Sociedad Cultural Covadonga – TFP.
Como miembro de la Familia de Almas fundada por el Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, asumo totalmente el análisis filosófico-histórico de su obra cumbre: el libro Revolución y Contra-Revolución, síntesis de su pensamiento en esta área, y punto de partida para el apostolado lego del Prof. Plinio Corrêa de Oliveira y de toda la Familia de Almas por él fundada. Con sus propias palabras diremos: «Revolução e Contra-Revolução não é senão uma aplicação da Doutrina Católica a certas situações históricas». En la médula de su pensamiento están: El Magisterio Tradicional de la Iglesia y Santo Tomás: «Sou tomista convicto. O aspecto da Filosofia pelo qual mais me interesso é a Filosofia da História. Em função deste encontro o ponto de junção entre os dois gêneros de atividade em que me venho dividindo ao longo de minha vida: o estudo e a ação. O ensaio em que condenso o essencial de meu pensamento explica o sentido de minha atuação ideológica. Trata-se do livro Revolução e Contra-Revolução» (cfr. Auto-retrato filosófico de Plinio Corrêa de Oliveira. Revista “Catolicismo” (http://www.catolicismo.com.br), outubro de 1996, N° 550. Editora Padre Belchior de Pontes Ltda. Sáo Paulo – Brasil. Cfr. También en el sitehttp://www.pliniocorreadeoliveira.info/).
Este Blog «Las Españas», que considero una forma de apostolado lego, copia las noticias de modo indicativo, no exhaustivo, que señalan en qué estado está España, por eso prácticamente el noticiario seleccionado se dedica a España, aunque a menudo reproducimos noticias que no son de España, pero que conforme el caso pueden afectar al rumbo histórico de España.
¿Por qué «Las Españas»? Fue el título de nuestros Reyes, Reyes de todas Las Españas, desde los Reyes Católicos hasta el Rey Carlos II último rey de la Casa de Austria. Representa el respeto a la diversidad regional.
Finalmente diremos que ese apostolado tiene como ideal el enunciado por San Luis María Grignion de Montfort en su «Tratado de la Verdadera Devoción a la Santíssima Virgen». «Ut adveniat regnum tuum, adveniat regnum Mariae» (op. cit., Vozes, Petrópolis, 1984, 13ª ed., no 217, pp. 210-211).