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13 de octubre de 2017

FATIMA: Há um século Nossa Senhora operou o “Milagre do Sol”

Agência Boa Imprensa – ABIM

Há um século Nossa Senhora operou o “Milagre do Sol”

Paulo Roberto Campos
Foto original feita no momento do "Milagre do Sol" [click na imagem para ampliá-la]
Foto original feita no momento do “Milagre do Sol” [click nas imagens para ampliá-las]

Os céus de Portugal serviram de “púlpito” para a Providência Divina pregar ao mundo inteiro. O prêmio e o castigo! Promessas e advertências da Santa Mãe de Deus, por meio de portentosos sinais do Céu, para tocar os corações dos fiéis, mas também os corações endurecidos.

Milagre do SolNão deixa de ser sintomático e simbólico que em Fátima, no dia 13 de outubro de 1917, Nossa Senhora tenha escolhido o “astro-rei” para realizar o “Milagre do Sol”.
Portentoso prodígio sobrenatural que Ela operou a fim de confirmar aos olhos de todos, até dos incrédulos, a grandeza e a veracidade de suas revelações, assim como a sinceridade dos três pequenos pastores de Fátima, Lúcia, Francisco e Jacinta.
Lúcia, ao descrever a Virgem Santíssima em suas Memórias, registrou de modo inspirado: “Era uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol, espargindo luz, mais clara e intensa que um copo de cristal, cheio d’água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente”.1
Há na Sagrada Escritura uma referência muito evocativa à Santa Mãe de Deus: “Quae est ista quae ascendit sicut aurora consurgens pulchra ut luna electa ut sol terribilis ut castrorum acies ordinata?” (Quem é esta que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha? [Cant. 6,10]). A lua simboliza a sua misericórdia, enquanto o sol é o símbolo da justiça d’Aquela que é “terrível como um exército em ordem de batalha”. Veremos como no “Milagre do Sol” a justiça e a misericórdia se manifestaram em Nossa Senhora.

“Em outubro farei um milagre para que todos acreditem”

Os três pastorezinhos de Fátima, junto a um arco erguido pelo povo para marcar o local das Aparições
Os três pastorezinhos de Fátima, junto a um arco erguido pelo povo para marcar o local das Aparições
O “Milagre do Sol”, ocorrido durante a sexta e última aparição da Virgem Fátima [vide quadro no final deste post], foi testemunhado por aproximadamente 60 mil pessoas na Cova da Iria — local onde hoje se encontra a célebre Capelinha das Aparições. O deslumbrante sinal do Céu não foi visto apenas pelos portugueses daquela região, mas também por pessoas provenientes de diversos pontos do país — pertencentes a todas as classes sociais, crentes e não crentes, e de todas as idades. A maioria chegou caminhando, muitos até descalços na lama, pois chovia constantemente; outros chegaram a cavalo, em charretes e automóveis, alguns até luxuosos. Nas vésperas do dia 13 de outubro, era tanta gente que se pôs em marcha rumo a Fátima, que alguns diretores de jornais portugueses, apesar de céticos, resolveram mandar correspondentes para noticiar o que de fato aconteceria.
E aconteceu o grandioso milagre, que, além de ter sido assistido pela multidão presente na Cova da Iria, foi visto por incontáveis outros portugueses, pois a manifestação do fulgor solar alcançou um raio de mais de 30 quilômetros do local das aparições.
Fato que desmentiu irrefutavelmente tanto os ateus quanto a imprensa anticlerical da época, que, mesmo tomando conhecimento daquela extraordinária comprovação da existência de Deus, procuraram espalhar a ideia de que o “acidente” não passava de “sugestão coletiva” ou de algum “efeito hipnótico”, porquanto não havia sido registrado por nenhum observatório astronômico. Ora, justamente o fato de não ter sido registrado pelos astrônomos comprova o milagre, pois o que ocorrera não foi um mero fenômeno natural…
Naquele histórico dia, a Santa Mãe de Deus cumpriu o que havia prometido aos três pequenos pastores de Fátima na quinta aparição (13 de setembro de 1917), quando afirmara: “Em outubro farei um milagre para que todos acreditem”.2

Incontáveis testemunhas fidedignas

Os portugueses que receberam a graça de presenciar o “Milagre do Sol” descreveram-no como algo apocalíptico. Muitos tiveram a impressão de que chegava o fim do mundo; rezavam o Ato de contrição ou o Credo; confessavam em voz alta pedindo perdão de seus pecados. Mesmo os ímpios que foram a Fátima apenas para desdenhar e fazer chacotas, “prostram-se por terra, entre soluços e orações patéticas”.3
O que os ateus quiseram qualificar como sendo um “fenômeno de sugestão coletiva” foi um verdadeiro e deslumbrante milagre presenciado por centenas de milhares de pessoas. Muitos testemunhos estão publicados em centenas de livros e periódicos. Como não é possível sequer sintetizá-los aqui, seguem apenas excertos de alguns depoimentos. Mesmo porque eles se repetem — uma comprovação a mais de sua veracidade, pois todos viram a mesma manifestação no sol.
José Alves Correia da SilvaNesse sentido, iniciamos com um documento de grande valor, que constitui um dos primeiros reconhecimentos oficiais da Igreja às revelações feitas pela Santíssima Virgem aos pastorzinhos em Fátima. Ele foi redigido pela autoridade eclesiástica da região, o Bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva [foto], que registrou à página 11 de sua Carta Pastoral sobre o culto de Nossa Senhora de Fátima (1930):
“O fenômeno solar de 13 de outubro de 1917, descrito nos jornais da época, foi o mais maravilhoso e o que maior impressão causou aos que tiveram a felicidade de o presenciar.
“As três crianças fixaram com antecedência o dia e a hora em que se havia de dar. A notícia correu veloz por todo o Portugal e, apesar de o dia estar desabrido, chover copiosamente, juntaram-se milhares e milhares de pessoas que, à hora da última Aparição, presenciaram todas as manifestações do astro-rei, homenageando a Rainha do Céu e da Terra, mais brilhante que o sol no auge das suas luzes.”
Os três pastorezinhos de Fátima, junto a um arco erguido pelo povo para marcar o local das Aparições

“O sol bailou ao meio-dia em Fátima”

Milagre do SolNa sua esplêndida obra Nossa Senhora de Fátima — Aparições, Culto, Milagres, o Pe. Luiz Gonzaga Ayres da Fonseca, professor no Pontifício Instituto Bíblico de Roma, após transcrever relatos de testemunhas, inclusive da “mídia” liberal e maçônica da época, consignou:
“Toda a imprensa periódica se ocupou largamente dos acontecimentos daquele dia, em particular do “Milagre do Sol”. Tiveram maior ressonância os artigos do ‘O Século’ (13 a 15 de outubro de 1917): ‘Em pleno sobrenatural: as Aparições de Fátima’ e ‘Coisas espantosas: como o sol bailou ao meio-dia em Fátima’, porque o autor, AVELINO DE ALMEIDA, principal redactor do jornal, apesar da sua ostentada incredulidade e sectarismo, prestou lealmente homenagem à verdade: o que depois lhe atraiu as iras do ‘Livre Pensamento’”.4
No livro, portador do inspirado título Era uma Senhora mais brilhante que o sol — um clássico para se conhecer bem a história de Fátima —, do Pe. João M. de Marchi, I.M.C. reproduz notícia do jornal “O Dia”, de 19 de outubro de 1917, do qual extraímos um trechinho sobre o momento da manifestação solar:
“[...] Tudo chorava, tudo rezava de chapéu na mão, na impressão grandiosa do Milagre esperado! Foram segundos, foram instantes que pareceram horas, tão vividos foram!”.5
Também o Pe. De Marchi transcreve um belo relato do Dr. Almeida Garrett, então catedrático da célebre Universidade de Coimbra, redigido por solicitação do Cônego Doutor Manuel Nunes Formigão:
“[...] De repente ouve-se um clamor, como que um grito de angústia de todo aquele povo. O sol, conservando a celeridade da sua rotação, destaca-se do firmamento e sanguíneo avança sobre a terra ameaçando esmagar-nos com o peso de sua ígnea e ingente mó. São segundos de impressão terrífica”.6

“Meu filho, ainda duvidas da existência de Deus?”

José Alves Correia da SilvaEscreveu, no próprio dia 13 de outubro de 1917, o Pe. Manuel Pereira da Silva a seu colega da região da Guarda, o Cônego António Pereira de Almeida:
“[...] Numa carruagem de luxo, junto da qual se encontrava o Dr. Formigão, uma senhora de meia idade, elegantemente vestida, volta-se para um rapaz, tipo de estudante universitário, e pergunta-lhe, presa de indizível comoção: — ‘Meu filho, ainda duvidas da existência de Deus?’ — ‘Não, minha mãe’, — responde-lhe o jovem com os olhos marejados de lágrimas. ‘Não, agora é impossível!’”.7



“Caí de joelhos”. Parecia ter chegado o fim do mundo

Nossa Senhora de Fátima é outro imprescindível livro a respeito dos magnos acontecimentos na Cova da Iria, redigido pelo historiador e escritor norte-americano William Thomas Walsh, que viajou a Portugal com o objetivo de interrogar testemunhas oculares. Em seus interrogatórios, ele entrevistou pessoas que lhe disseram ter exclamado na ocasião do milagroso sinal celeste: “Ai Jesus, vamos todos morrer aqui”; “Nossa Senhora, salvai-nos!”; “Ó meu Deus, pesa-me de Vos ter ofendido”; “Ó meu Deus! Quão grande é o Vosso poder!”; “Milagre! Maravilha!”; “As crianças tinham razão!”. Muitas outras exclamações repercutiram por toda a região, de pessoas que rezaram o Confiteor imaginando que aquele seria seu último instante neste mundo. Todos desejavam beijar as mãos das três crianças, a quem chamavam de “santinhas”, ou pelo menos tocar nelas.
Após reproduzir depoimentos e entrevistas que colheu pessoalmente, narra Thomas Walsh: “Conversei com muitas, inclusive tio Marto e sua Olímpia [pais de Lúcia], Maria Carreira, duas irmãs de Lúcia [Maria dos Anjos e Glória] e muitas outras pessoas da aldeia. Todos relataram-me a mesma história com evidente sinceridade. Ao mencionarem a queda do sol tinham na voz vestígios do terror que experimentaram. O Padre Manuel Pereira da Silva forneceu-me, substancialmente, os mesmos pormenores: ‘Ao ver o sol cair em ziguezague’, disse, ‘caí de joelhos. Pensei que o fim do mundo tivesse chegado’”.8 
Milagre do Sol

O sol pareceu ameaçar cair sobre a terra

Milagre do SolO renomado escritor norte-americano, além de colher depoimentos de pessoas que presenciaram in loco o “Milagre do Sol”, reproduz também declarações daquelas que testemunharam o prodígio estando bem distantes da Cova da Iria. Eis algumas: “O poeta Afonso Lopes Vieira pôde presenciar o fenômeno, em sua residência de S. Pedro de Moel, a uns quarenta quilômetros de Fátima. Padre Inácio Lourenço contou, mais tarde, como havia visto o fato de Alburita, a dezoito ou dezenove quilômetros de distância. Contava ele, por esse tempo, nove anos de idade. Ele e mais alguns alunos ouviram o povo gritando sobressaltado na rua, diante da escola. Em companhia da professora Dona Delfina Pereira Lopes, viram, com estupefação, a rotação e a queda do sol. [...] Repentinamente, pareceu que baixava, em ziguezague, ameaçando cair sobre a terra. Aterrado, corri a esconder-me no meio do povo. Todos choravam, aguardando, de um momento para outro, o fim do mundo’.
‘Junto de nós estava um incrédulo, sem religião, que tinha passado a manhã toda a caçoar dos simplórios que haviam feito a caminhada a Fátima para se pasmar diante de uma menina. Olhei para ele. Estava como paralisado, assombrado, olhos fitos no sol. Depois, vi-o tremer dos pés à cabeça, e, levantando as mãos para o céu, cair de joelhos gritando: ‘Nossa Senhora! Nossa Senhora!’”9

Fátima: manifestação da justiça e da misericórdia

Milagre do SolAlgumas testemunhas que tiveram a dádiva de assistir ao milagre contaram que, depois do medo de serem castigadas pelo sol e de que seria o fim do mundo, uma vez encerrada aquela manifestação portentosa, viram-se de joelhos, mas sentindo uma indizível alegria por terem sobrevivido. Durante o fenômeno muitos choraram de medo; depois de alegria, e abraçavam seus próximos. O que podemos interpretar como símbolo de justiça e misericórdia, dos castigos e dos prêmios anunciados em Fátima. Castigo, por exemplo, quando Nossa Senhora revelou, na terceira aparição (13 de julho de 1917), que “várias nações serão aniquiladas”. Prêmio, quando profetizou “Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará”.
O “Milagre do Sol” nos mostra um trailer da magnitude do anunciado castigo que cairá sobre o mundo, por ordem da justiça divina, uma vez que a humanidade não se converteu como pedira a Senhora de Fátima. Mas também manifestação da divina misericórdia, um trailer da alegria daqueles que se mantiverem fiéis a Ela, com a instauração na Terra do Reino de Maria.
Em nossos conturbados dias, prenhes de ameaças de todo tipo, até de bombas atômicas que como moderníssimas “espadas de Dâmocles” pairam sobre nossas cabeças, Fátima representa, além da justiça, a esperança e a solução para os graves problemas que afligem a humanidade. Na Aparição focalizada neste artigo, a de 13 de outubro de 1917, a Santa Mãe de Deus suplicou há exatos 100 anos: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido”.
Com essas comoventes palavras, às quais nossos ouvidos não podem permanecer surdos, Nossa Senhora encerrou as maravilhosas e apocalípticas aparições em Fátima. Com elas encerramos também estas considerações, permitindo-nos apenas acrescentar: “Si vocem ejus hodie audieritis, nolite obdurare corda vestra” (Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações [Ps 94,8]).

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Notas:
  1. Um caminho sob o olhar de Maria – Biografia da Irmã Lúcia Maria de Jesus e do Coração Imaculado, Carmelo de Coimbra, Edições Carmelo, Coimbra, 2013, p. 50.
  2. A respeito, assim como para se ter uma visão de conjunto dos acontecimentos de Fátima, recomendamos a matéria de capa desta revista em maio último.
  3. William Thomas Walsh, Nossa Senhora de Fátima, Melhoramentos, S. Paulo, 1947, p. 131.
  4. Pe. Luiz Gonzaga Ayres da Fonseca, S.J., Nossa Senhora de Fátima, Aparições, Culto, Milagres, Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1947, 2ª edição, p. 125.
  5. Pe. João M. de Marchi, I.M.C., Era uma Senhora mais brilhante que o sol, Edição do Seminário das Missões de Nossa Senhora de Fátima, Cova da Iria, p. 168.
  6. Id., Ib. p. 169.
  7. Id., Ib. p. 171.
  8. William Thomas Walsh, Nossa Senhora de Fátima, Melhoramentos, S. Paulo, 1947, p. 134.
  9. Id., Ib. pp. 133-134.
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Sexta e última aparição: 13 de outubro de 1917*

Milagre do SolComo das outras vezes, os videntes notaram o reflexo de uma luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira:
— LÚCIA: “Que é que Vossemecê me quer?”
— NOSSA SENHORA: “Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas”.
— LÚCIA: “Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir. Se curava uns doentes e se convertia uns pecadores…”
— NOSSA SENHORA: “Uns sim, outros não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados”. E tomando um aspecto triste: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido”.
Em seguida, abrindo as mãos, Nossa Senhora fê-las refletir no sol, e enquanto se elevava, continuava o reflexo da sua própria luz a projetar-se no sol.
Lúcia, nesse momento, exclamou: “Olhem para o sol!”
Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, desenrolaram-se, aos olhos dos videntes, três quadros, sucessivamente, simbolizando primeiro os mistérios gozosos do rosário, depois os dolorosos e por fim os gloriosos. [...]
Finalmente apareceu, numa visão gloriosa, Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra, com o Menino Jesus ao colo.
Enquanto estas cenas se desenrolavam aos olhos dos videntes, a grande multidão de 50 a 70 mil espectadores assistia ao milagre do sol.
Chovera durante toda a aparição. Ao encerrar-se o colóquio de Lúcia com Nossa Senhora, no momento em que a Santíssima Virgem Se elevava e que Lúcia gritava “Olhem para o sol!”, as nuvens se entreabriram, deixando ver o sol como um imenso disco de prata. Brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava. Isto durou apenas um instante. A imensa bola começou a “bailar”. Qual gigantesca roda de fogo, o sol girava rapidamente. Parou por certo tempo, para recomeçar, em seguida, a girar sobre si mesmo, vertiginosamente. Depois seus bordos tornaram-se escarlates e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas vermelhas de fogo. Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores. Animado três vezes de um movimento louco, o globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada.
Durou tudo uns dez minutos. Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, ficando novamente tranquilo e brilhante, com o mesmo fulgor de todos os dias.
O ciclo das aparições havia terminado.
Muitas pessoas notaram que suas roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente.
O milagre do sol foi observado também por numerosas testemunhas situadas fora do local das aparições, até a 40 quilômetros de distância.

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(*) Antonio Augusto Borelli Machado, “As aparições e a mensagem de Fátima conforme os manuscritos da Irmã Lúcia”, Editora Vera Cruz Ltda., 46ª edição, São Paulo, 1997, p. 56-60. A obra desse fatimólogo de renome internacional — publicada em primeira mão por Catolicismo em maio de 1967 — tornou-se um best-seller, já ultrapassou os cinco milhões de exemplares em 20 línguas, em edições em 30 países.

15 de julio de 2014

Quella «visita» di Padre Pio nella cella del cardinal Mindszenty

 :: martedì 15 luglio 2014
2/07/2014 

Quella «visita» di Padre Pio nella cella del cardinal Mindszenty


http://vaticaninsider.lastampa.it/news/dettaglio-articolo/articolo/pio-pietrelcina-35037/

San Pio da Pietrelcina
(©LaPresse)
(©LAPRESSE) SAN PIO DA PIETRELCINA

Nella nuova guida alla chiesa del santo viene riportata per la prima volta integralmente una testimonianza dal processo canonico che rivela la bilocazione del frate e il suo incontro con il primate ungherese in carcere

ANDREA TORNIELLICITTÀ DEL VATICANO

La figura di san Pio da Pietrelcina, il frate con le stimmate pregato e venerato da milioni di persone, non finisce mai di stupire. Un nuovo tassello è stato appena aggiunto alla raccolta di episodi misteriosi che hanno accompagnato la sua vita. Si tratta di una testimonianza pubblicata in un libro presentato ieri, in occasione del decimo anniversario della dedicazione del nuovo moderno santuario di San Giovanni Rotondo, che accoglie il corpo del frate, e riguarda un fenomeno di bilocazione che avrebbe portato Padre Pio in una cella di Budapest, dov'era rinchiuso il cardinale József Mindszenty, primate d’Ungheria. L'episodio, già noto, è stato immortalato in uno dei mosaici che ornano la cripta del santuario dedicata a Padre Pio, ma non era mai stata pubblicata la testimonianza che la descrive nei dettagli.

Il libro che la riporta s'intitola «Padre Pio. La sua chiesa, i suoi luoghi, tra devozione storia e opere d'arte» (Edizioni Padre Pio da Pietrelcina), ed è stato scritto da Stefano Campanella, direttore di TeleRadio Padre Pio nonché autore di numerosi saggi sulla figura del santo del Gargano.

Il cardinale Mindszenty era stato incarcerato nel dicembre 1948 dalle autorità comuniste ungheresi e condannato all'ergastolo l'anno successivo dopo un processo farsa che lo accusava di cospirazione contro il governo. Per otto anni rimase in carcere e agli arresti domiciliari, venne liberato durante l'insurrezione popolare del 1956, quindi si rifugiò nell'ambasciata statunitense di Budapest dove rimase fino al 1973, quando Paolo VI lo sollevò dalla guida della diocesi.

Proprio negli anni più duri trascorsi in carcere sarebbe avvenuto l'episodio di bilocazione che avrebbe portato Padre Pio a portare conforto al porporato. A testimoniarlo davanti ai giudici del processo di beatificazione del frate è uno degli uomini che gli furono più vicini, Angelo Battisti, amministratore della Casa Sollievo della Sofferenza nonché dattilografo della Segreteria di Stato vaticana.

Ecco come è descritta la scena della visita di Padre Pio a Mindszenty nel libro: «Il Cappuccino stigmatizzato, mentre è a San Giovanni Rotondo, si reca da lui per portargli il pane e il vino, destinati a diventare corpo e sangue di Cristo, cioè realtà dell’ottavo giorno; in questo caso la bilocazione acquista ancora di più il significato di anticipazione dell’ottavo giorno, cioè della resurrezione, quando il corpo viene liberato dai limiti di spazio e tempo; simbolico è, quindi, il numero di matricola sul pigiama del detenuto: il 1956 è l’anno della liberazione del porporato».

«Come è noto - ha raccontato Battisti nella sua testimonianza agli atti del processo canonico - il cardinale Mindszenty fu arrestato e messo in carcere e guardato a vista. Col passare del tempo si faceva vivissimo il desiderio di poter celebrare la santa messa. Una mattina gli si presenta Padre Pio con tutto l’occorrente. Il cardinale celebra la sua santa messa e Padre Pio gliela serve: poi parlarono e alla fine Padre Pio scompare con quanto aveva portato. Un sacerdote venuto da Budapest, incontrandomi, mi confidò riservatamente il fatto, pregandomi se potevo avere una conferma dal Padre. Gli risposi che se avessi chiesto una cosa del genere Padre Pio mi avrebbe cacciato a male parole».

Ma una sera del marzo del 1965 Battisti al termine di un colloquio, dice al frate stimmatizzato: «Padre, il cardinale Mindszenty ha riconosciuto Padre Pio?». Dopo una prima reazione contrariata, il santo del Gargano risponde: «Che diamine, ci siamo visti e ci siamo parlati, vuoi che non mi abbia riconosciuto?». Confermando così la bilocazione in carcere avvenuta anni prima. «Poi - aggiunge Battisti - si fece mesto e soggiunse: “Il diavolo è brutto, ma lo avevano ridotto più brutto del diavolo!”. Il che sta a dimostrare che il Padre lo aveva fin dall’inizio del suo arresto soccorso, perché non si può umanamente concepire come il cardinale avesse potuto resistere a tutti i patimenti ai quali è stato sottoposto e che lui descrive nelle sue memorie. Il Padre concluse: “Ricordati di pregare per questo grande confessore della fede, che ha tanto sofferto per la Chiesa”».

10 de julio de 2014

Prodigio de la Sierva de Dios Madre Mariana de Jesús Torres en Guayaquil

Devotos De La Santisima Virgen de El Buen Suceso

http://devotosvirgendelbuensuceso.blogspot.com.br/2014/06/prodigio-de-la-sierva-de-dios-madre.html

EXPLICACION: El día 21 de Junio del 2014, una foto de la Madre Mariana de Jesús Torres, fundadora del Monasterio de la Inmaculada Concepción de Quito, cuyo cuerpo se encuentra incorrupto desde su muerte hace 379 años, apareció con una lágrima en su mejilla en el instante de ser captada. Dicha foto en que la Sierva de Dios aparece llorando prodigiosamente, fue tomada durante una reunión de los Devotos de la Virgen de El Buen Suceso, por uno de los participantes con su celular.
Prodigio de la Sierva de Dios Madre Mariana de Jesús Torres en Guayaquil


“Llora con instancia, clama sin cansarte y llora con lágrimas amargas en el secreto de tu corazón, pidiendo a Nuestro Padre Celestial que por amor al Corazón Eucarístico de mi Hijo Santísimo, por esa preciosísima sangre vertida con tanta generosidad y por esas profundas amarguras y dolores de su Pasión y Muerte, ponga cuanto antes fin a tan aciagos tiempos, enviando a esta Iglesia el Prelado que deberá restaurar el espíritu de los sacerdotes; a ese hijo mío muy querido, a quien amamos mi Hijo Santísimo y yo con amor de predilección” (Revelaciones de Nuestra Señora de El Buen Suceso a la Venerable Sierva de Dios, Madre Mariana de Jesús Torres, el 2 de Febrero de 1634).

 
Fotografía tomada a un cuadro con el rostro de la Madre Mariana de Jesús Torres. A un costado, una reliquia de la Sierva de Dios.




El día 21 de Junio del 2014, una foto de la Madre Mariana de Jesús Torres, fundadora del Monasterio de la Inmaculada Concepción de Quito, cuyo cuerpo se encuentra incorrupto desde su muerte hace 379 años, apareció con una lágrima en su mejilla en el instante de ser captada. Dicha foto en que la Sierva de Dios aparece llorando prodigiosamente, fue tomada durante una reunión de los Devotos de la Virgen de El Buen Suceso, por uno de los participantes con su celular.

Lágrima cayendo por la mejilla del rostro de la Madre Mariana de Jesús Torres


Cuadro original de la Madre Mariana de Jesús Torres, en cuya fotografía posterior apareció la prodigiosa lágrima