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5 de mayo de 2018

Plinio Côrrea de Oliveira: Sorbonne — assalto do igualitarismo comunista

Agência Boa Imprensa – ABIM

Sorbonne — assalto do igualitarismo comunista

Slogans contestatários pichados na fachada da capela da Universidade da Sorbonne (Paris). À dir.: “Comment penser librement à l'ombre d'une chapelle?” ("Como pensar livremente à sombra de uma capela?"). Ou seja, os libertários do Sorbonne queriam ficar livres dos ensinamentos da Santa Igreja, mas, claro, presos aos ensinamentos revolucionários. À esq.: “Ceux qui font les revolutions a moitie ne font que se creuser un tombeau” (“Aqueles que fazem revoluções pela metade, não fazem senão cavar o próprio túmulo”).
Slogans contestatários pichados na fachada da capela da Universidade da Sorbonne (Paris). À dir.: “Comment penser librement à l’ombre d’une chapelle?” (“Como pensar livremente à sombra de uma capela?”). Ou seja, os libertários do Sorbonne queriam ficar livres dos ensinamentos da Santa Igreja, mas, claro, presos aos ensinamentos revolucionários. À esq.: “Ceux qui font les revolutions a moitie ne font que se creuser un tombeau” (“Aqueles que fazem revoluções pela metade, não fazem senão cavar o próprio túmulo”).

Dois meses após a explosão da Revolução da Sorbonne, Plinio Corrêa de Oliveira, numa conferência para sócios e cooperadores da TFP*, denunciou o igualitarismo como seu objetivo principal

Plinio Corrêa de Oliveira

Fachada da capela da Sorbonne (pichada com os slogans descritos na foto do topo). Esta imagem registra as estampas de Marx, Lenin e Mao Tsé-Tung que os sorbonianos colaram nas colunas.
Fachada da capela da Sorbonne
(pichada com os slogans descritos na foto do topo).
Esta imagem registra as estampas de Marx, Lenin
e Mao Tsé-Tung que os sorbonianos colaram nas colunas.
Podemos imaginar um mundo inteiramente igualitário, no qual tivesse desaparecido tudo que representa uma imagem de Deus para os homens; no qual tivesse cessado a submissão de qualquer homem a outro; e, como consequência, tivesse cessado até a ideia da submissão do homem a Deus. Nesse mundo igualitário, a comunismo teria triunfado.
O jornalista Gilles Lapouge, em artigo publicado no “Estado de São Paulo” [16-7-68], afirmou que o movimento universitário da Sorbonne estava reduzido a cinzas. Mas por baixo das cinzas há brasas que preparam um novo incêndio, e em pouco tempo o tumulto universitário na França será mais intenso do que nunca.
O movimento universitário da Sorbonne, nascido em maio último, é a ponta de lança do mais violento assalto contra o que resta de desigualdade. Na ordem civil, querem eliminar o direito de propriedade, estabelecer a igualdade entre patrão e empregado. No terreno universitário, querem suprimir as cátedras, estabelecer igualdade entre aluno e professor. E daí por diante, o igualitarismo em todas as esferas. É a tentativa de se chegar logo ao regime comunista.
Fachada da capela da Sorbonne (pichada com os slogans descritos na foto do topo). Esta imagem registra as estampas de Marx, Lenin e Mao Tsé-Tung que os sorbonianos colaram nas colunas.Esse igualitarismo que o movimento da Sorbonne quer estabelecer não se limita às funções humanas, é uma espécie de revolta e igualitarismo dentro do próprio homem. De acordo com a ordem normal das coisas, no homem a fé ilumina a inteligência; a inteligência governa a vontade; a inteligência e a vontade juntas dominam os instintos. O movimento universitário deseja implantar o contrário disso: o impulso do instinto arrastando a vontade, obnubilando a inteligência e proclamando a inutilidade da inteligência. Representa uma inversão de valores dentro do próprio homem.
Fachada da capela da Sorbonne (pichada com os slogans descritos na foto do topo). Esta imagem registra as estampas de Marx, Lenin e Mao Tsé-Tung que os sorbonianos colaram nas colunas.Na esfera religiosa, o caminho próprio para se obter o igualitarismo não é combater a Igreja, mas sim obter o apoio da Igreja para a obra de nivelamento. Enquanto ocorre essa rebelião na Sorbonne, na Igreja se implanta outro movimento sumamente sintomático. O Santo Padre, em decreto recente, acaba de despir os bispos de muitas das honras e insígnias que faziam deles príncipes da Igreja, portanto conduzindo-os ao nivelamento com as outras categorias de sacerdotes. Caminha para algo como a proclamação da forma de governo republicana dentro da Igreja Católica, segundo a qual todas as funções seriam eletivas, por meio de eleições em que participem o clero e o povo.
Esse nivelamento acabaria com a monarquia papal, transformando o Papado e a Igreja numa vil e desbotada república. O Papa seria Pontífice durante certo número de anos, como um presidente no sistema republicano. Procura-se uma completa igualdade dentro da Igreja, ao mesmo tempo que se procura completa igualdade dentro da sociedade temporal. No dia em que o nivelamento estiver completo, desaparecerão as condições para que a Igreja exista, e ela teria cometido como que um suicídio, morrendo pelas próprias mãos.

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* Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 16 de junho de 1968. Sem revisão do autor. Fonte: Revista Catolicismo, Nº 809, maio/2018.

4 de mayo de 2018

SORBONNE — 50 anos depois

Agência Boa Imprensa – ABIM

SORBONNE — 50 anos depois

Sorbonne
















Obstinação contra a Cristandade na revolução sexual, anárquica e libertária de Maio de 68

Paulo Corrêa de Brito Filho
         Muitos julgaram que as primeiras badernas estudantis de maio de 1968, na Sorbonne, eram simples manifestações de jovens extravagantes com ideias amalucadas. Mas tais ideias se expandiram e provocaram grandes mudanças nos costumes tradicionais da França, e a partir daí contagiaram como lepra o mundo inteiro, resultando numa verdadeira revolução sexual e cultural, de acordo com o que berravam os sorbonianos: “Inventai novas perversões sexuais”.
SorbonneAs agitações tomaram as ruas, ergueram-se barricadas, violentos confrontos com as forças da ordem se espalharam para outras regiões. Depois tudo pareceu retornar à normalidade, mas de fato as coisas nunca voltaram a ser como antes. As sementes lançadas em maio de 68 geraram frutos perniciosos para todos os povos.
Incorporada à História como “Revolução da Sorbonne”, ela foi na realidade o marco do que poderíamos chamar de “IV Revolução”, desenvolvendo o processo cujas três primeiras fases foram a Revolução Protestante, a Revolução Francesa e a Revolução Comunista. O que se almejou em maio de 68 foi lançar uma radical revolução sexual, anárquica e libertária, e proclamar a morte dos costumes tradicionais. Foi também o nascimento de uma “nova era histórica” — uma “civilização do instinto” oposta à civilização cristã, tendo por meta a utopia igualitária.
Na parede da Sorbonne, pichado o lema contestatário: “Défense d’interdire!” (É proibido proibir!)Passados 50 anos da “Revolução da Sorbonne”, o mundo geme no caos. Enquanto isso, o impulso da onda libertária vai destruindo as instituições e encaminhando as nações rumo ao tribalismo, que seria a “V Revolução”.
A matéria principal da edição da revista Catolicismo deste mês, redigida pelo nosso colaborador Benoît Bemelmans, presidente da TFP francesa de 1996 a 2009, aponta para o que realmente pretendiam os revolucionários da Sorbonne, explicita a transformação que eles provocaram na sociedade, na mentalidade dos povos e também nos ambientes católicos, e ressalta a necessidade de uma reação para não nos afundarmos na libertinagem desbragada do mundo contemporâneo.
Na parede da Sorbonne, pichado o lema contestatário: “Défense d’interdire!” (É proibido proibir!)
Na parede da Sorbonne, pichado o lema contestatário: “Défense d’interdire!” (É proibido proibir!)
Em face das ideias radicais de maio de 68, sintetizadas no slogan “É proibido proibir” [foto acima], nossa resposta só pode ser: “É necessário proibir”. Basta considerar que, dos 10 Mandamentos da Lei Deus, sete são preceitos proibitivos. Em qualquer sociedade onde tudo é permitido, nada fica de pé. Ela se torna insustentável, e acaba por desaparecer na anarquia geral.
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Aconselho vivamente a aquisição da revista Catolicismo deste mês (edição nº 809), que desenvolve em sua matéria de capa o tema:
SORBONNE – MAIO de 68
Rebelião radical contra os valores da Cristandade
— 50 anos depois, o que ficou?