11 de noviembre de 2014

Plinio Corrêa de Oliveira: Um grande bluff do seculo dos bluffs: o nazismo seria contra o comunismo e vice-versa

Plinio Corrêa de Oliveira

AMBIENTES, COSTUMES, CIVILIZAÇÕES

Um grande "bluff"
do século dos "bluffs"


"Catolicismo" Nº 194 - Fevereiro de 1967


NOTA DEL BLOG: Los análisis de la política Internacional del Prof. Plinio Corrêa de Oliveira tienen mucha proyección para el futuro, habiendo pasado 47 años de la publicación de este artículo vean su actualidad por la condensación que les damos a continuación.


Putin elogia em público pacto entre Hitler e Stalin
Presidente russo relativiza em Moscou o tratado de não agressão de 1939 entre os dois ditadores europeus. Eximindo a URSS de culpa pela invasão da Polônia, ele responsabilizou os britânicos pelas atrocidades de Hitler.


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Nada haverá de injusto em que nosso século venha a ser cognominado pela História de "século dobluff". É que a impiedade e o comunismo resolveram demolir as últimas resistências deste pobre e cambaleante Ocidente, recorrendo, em proporções até aqui desconhecidas, ao diabólico estratagema de utilizar na demolição pessoas fadadas por todos os títulos a serem defensoras impertérritas da ordem cristã.
Teólogos ateus ou quase tanto, Príncipes cujo socialismo importa na aceitação dos erros fundamentais do comunismo, burgueses comuno-progressistas que lutam rijamente pela reforma comunitária e socialista da empresa, líderes rurais que fazem quanto podem em favor da reforma agrária espoliativa, são chagas que outrora constituíam exceção e em nosso tempo se vão multiplicando com uma celeridade impressionante.
Entre tantos bluffs, um há, de outro gênero, que importa não esquecer.
Passo marcial e agressivo, gesto audacioso, face sombria traduzindo uma belicosidade sem entranhas, a juventude desfila como se fosse para o combate. As imensas bandeiras, que tremulam ao vento, parecem de um peso superior às forças de um homem. Os jovens as carregam entretanto com desembaraço, dando a idéia de que estão resolvidos a aceitar os encargos mais inumanos para alcançar a vitória da mística que os obseda.
Trata-se de um desfile esportivo em Moscou. Desfile com características políticas e militares, bem entendido. Seus componentes avançam gritando compassadamente "Viva o esporte, viva o Partido Comunista, viva o governo soviético! Viva! Viva! Viva!"
No imenso estádio Dynamo, de Moscou, em que se destacam como se fossem dois ídolos os perfis de Stalin e de Lenine (se fosse Podgorny, daria exatamente na mesma), grupos esportivos, por certo longamente adestrados de antemão, executam exercícios ao longo dos quais formam com retângulos de pano colorido a palavra "paz", sucessivamente em vários idiomas. Sabe-se bem de que paz se trata: da capitulação covarde do Ocidente diante de todas as ameaças comunistas.
A nota simbólica da manifestação é inegável. Dentro da amplitude material do quadro, os indivíduos tomam as proporções de formigas, e a única coisa que conta é a massa... a massa informe e imensa, na qual eles parecem perder-se e se dissolver como gotas de água no oceano. Uma disciplina imposta de fora para dentro obriga essa massa a manobrar com uma docilidade e uma precisão mecânicas que reduzem cada homem a mero autômato.
Nesta foto, vemos o domínio esmagador da massa sobre o indivíduo. Na primeira, o domínio do falso misticismo sobre os homens hipnotizados, padronizados e massificados.
Eis aí, bem caracterizado, o comunismo, suspirará talvez alguém.
Realmente, assim é, respondemos. Mas logo em seguida, uma pergunta nos salta aos lábios: que tem isto de diferente do nazismo?
Pela própria semelhança do espírito que se nota nestas cenas com o que se desprende de cem e cem aspectos conhecidíssimos de manifestações nazistas, não se põe a nu, à saciedade, o substrato comum entre uma ideologia e outra?
Por que, então, apresentar o nazismo como o grande adversário do comunismo? Não é ele, antes, outra cabeça da mesma hidra? Não é bem verdade que o aparente antagonismo entre o totalitarismo neopagão vermelho e seu congênere pardo é um dos grandes bluffs de nossa triste era de bluffs?

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