9 de julio de 2015

Rádio Vaticano difunde teses escandalosas sobre a moral sexual

Agência Boa Imprensa – ABIM

Rádio Vaticano difunde teses escandalosas sobre a moral sexual

Mathias von Gersdorff
O Pe. Lintner é o provincial de sua Ordem no TirolA seção alemã da “Rádio Vaticano” vem difundindo, através de um artigo do Pe. Martin Lintner OSM (Ordem dos Servitas) de 2 de julho de 2015, sob o estranho título “Teólogo moralista: A moral sexual da Igreja está em movimento”, teses sobre a moral sexual de arrepiar os cabelos.
A respeito de suas ideias sobre a sexualidade humana, a “Rádio Vaticano” escreve: “O presidente da Sociedade Europeia de Teologia Católica fundamentou sua avaliação com um afastamento de um ato moral determinado pelo direito natural, no qual cada ação sexual era julgada na medida em que correspondesse ‘à natureza da sexualidade’, para uma visão, já defendida no Concílio Vaticano II, segundo a qual o comportamento sexual’ deveria ser tido como ‘uma comunicação corporal’.
Isso é um grosseiro disparate, além de um descaramento: interpretar, ou seja, distorcer dessa forma as palavras do Vaticano é promover uma consciente desorientação dos fiéis, aos quais se dá a entender que o Concílio permite tudo e que tudo pode ser interpretado ao bel-prazer das pessoas.
O Pe. Lintner é o provincial de sua Ordem no TirolO Pe. Lintner é o provincial de sua Ordem no Tirol
O Pe. Lintner também abusa d0 Sínodo da Família convocado pelo Papa Francisco, exigindo uma adaptação da moral sexual católica às ideias desordenadas dos adeptos da “Revolução Sexual de 1968”. Como se não bastassem as discussões havidas durante o Sínodo Extraordinário dos Bispos no outono de 2013 e o instrumento de trabalho publicado recentemente para o Sínodo da Família de outubro de 2015, que mostram, segundo Lintner, uma “mudança de pensamento” no trato com pessoas homossexuais”, assim como transmitiu a Rádio Vaticano para a Alemanha.
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A “Radio Vaticano” ilustrou o texto com uma foto indecorosa, que jamais poderia aparecer num serviço de notícias católico. Por isso não colocamos aqui um link para o artigo.

Uma onda de protestos indignados levou a Rádio Vaticano a suprimir imediatamente o artigo em questão. Porém, no dia seguinte, ela publicou novamente a matéria imoral.
O Pe. Lintner é o provincial de sua Ordem no Tirol

Secção alemã da Radio Vaticano:

Agenda homossexual é mais importante do que a modéstia católica

 

A secção alemã da Rádio Vaticano publica novamente artigo discutível com foto.
Um artigo da versão alemã da Rádio Vaticano (Teólogo moralista: “A moral sexual da Igreja está em movimento”) de 2 de julho de 2015, com teses sobre a moral sexual de arrepiar os cabelos e ilustrado com uma foto imoral, havia sido retirado por causa de inúmeros protestos.
Contudo três dias depois, em 6 de julho, o artigo foi novamente publicado. (Não damos aqui o link do mesmo devido à foto indecente).
O responsável pela secção alemã da Radio Vaticano, Pe. Bernd Hagenkord S.J., chegou a confessar que a foto é problemática: “Talvez não tenha sido bem escolhida”.
Porém, simultaneamente, coloca-se no papel de vítima e escreve: “Existem algumas pessoas aí fora realmente muito mal fixadas e que não suportam que muita gente seja diferente [...]. Sim. Também ainda hoje. Um espancamento verbal selvagem, como se as palavras não tivessem uma realidade e um efeito. Tudo em nome da doutrina, da verdade e da Igreja.”
A tomada de posição do Pe. Hagenkord é grave e preocupante, pois deixa claro que para a seção alemã da Rádio Vaticano, as exigências da Revolução sexual (feitas pelo artigo) e a agenda homossexual (pela foto de duas mulheres jovens tomando certas atitudes) são mais importantes do que a opinião dos católicos a respeito do pudor, da decência e da modéstia.
As pessoas que protestaram contra a foto estão agindo, segundo o Pe. Hagenkord, contra o amor ao próximo. A isto chegamos!
Esse caso é simplesmente inacreditável: não se pode mais confiar que a seção alemã da Rádio Vaticano difunda a moral católica. Não se pode mais sequer esperar que a Rádio Vaticano não difunda fotos indecentes.
Semelhante decadência da mídia eclesiástica seria inimaginável alguns anos atrás.
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Tradução de Renato Murta de Vasconcelos

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